terça-feira, dezembro 18, 2007

Queixas contra advogados aumentam na Provedoria



No último biénio, aumentaram, à razão de 40 reclamações anuais, as queixas na Extensão da Madeira da Provedoria de Justiça. Se, em 2003, o número de queixas anual rondou as 60 reclamações, actualmente, o número ronda as 100/110.
Os números foram avançados pelo assessor do provedor de Justiça na Madeira. Duarte Geraldes avançou ainda com um dado curioso. É que, embora continuem a liderar as queixas contra os municípios referentes ao urbanismo e ao ambiente (cerca de 80% do total), têm aumentado o número de queixas contra advogados. Os cidadãos queixam-se dos mandatários por pretensas violações do dever de patrocínio, por atrasos na resolução dos seus problemas, por quebra de deveres deontológicos ou por cobrança elevada de honorários. Duarte Geraldes explica que a Provedoria está limitada nestas situações, encaminhando o caso para o Conselho de Deontologia da Ordem dos Advogados, acompanhando-o sempre que possível.
Aliás, em matéria de Justiça, o assessor de Nascimento Rodrigues disse que os atrasos judiciais representam o segundo maior 'bloco' de queixas na Extensão regional. Também nesta matéria, a Provedoria procura agir conjuntural e estruturalmente. Instruindo o caso concreto e usando da sua magistratura de influência junto dos Conselhos Superiores (da Magistratura, do MP, dos Tribunais Administrativos e Fiscais), por forma a serem preenchidos quadros. Foi o caso do aumento de juízes para o Tribunal de Santa Cruz, minimizando o problema crónico de atrasos processuais naquele tribunal.
Um terceiro 'bloco' de queixas à Extensão da Provedoria diz respeito a matérias referentes a fiscalidade e direitos fundamentais.
Para Duarte Geraldes, tendo em conta que a Extensão foi inaugurada há sete anos, em 2000 (alguns anos depois da Extensão dos Açores que foi bem acolhida pelo outro arquipélago), a instituição, cá, entra agora numa fase de consolidação/estabilização. A doença prolongada do anterior titular fez a Provedoria passar por algum marasmo mas, agora, tem todas as condições para entrar em velocidade de cruzeiro.
Este ano foram movimentados cerca de 130 a 140 processos (alguns herdados do continente que instruía as queixas de cá), estando actualmente pendentes cerca de 60 queixas.
Os processos demoram, em média, seis meses a ser resolvidos pela Provedoria. O 'timing' depende da resposta da entidade visada. Na Extensão regional, o processo mais antigo ainda por resolver tem cerca de dois anos. Duarte Geraldes garantiu que as entidades visadas nas queixas estão mais abertas a dar resposta, com celeridade e em tempo útil, às solicitações da Provedoria.

Salário mínimo regional


O salário mínimo regional será de 434,52 euros.

Desde 1987 que o salário mínimo nacional é acrescido de 2% na RAM.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Salário mínimo aumenta 23 euros em 2008


Já se sabe o valor do salário mínimo nacional para 2008: 426 euros.

Justiça.start4all.com


Revista do M.P. nº 111




Julho/Setembro 2007
Lançamento em: Dezembro - 2007
250 págs.
Nesta revista destaco o seguinte artigo:
Adopção ou institucionalização?- Acórdão do Tribunal Judicial de Castelo Branco, de 27 de Janeiro de 2006
Comentário de Isabel Marques Alberto e Rui do Carmo

Portaria n.º 1594/2007, de 17 de Dezembro



Portaria n.º 1593/2007, de 17 de Dezembro



Simposium de Reflexão sobre a Justiça Criminal


Livro: "O Idoso e o Crime" de Barra da Costa


Este livro deixa perceber que o idoso não é um senil violador, um perigoso homicida ou um condutor assassino, nem a sua companheira passa o dia a misturar-lhe veneno no prato. Aliás, em segurança o caminho para a morte é sempre mais longo.
Comentário:
Trata-se de um estudo quase sociológico sobre o tema. Para quem gosta do estilo directo, destemido e corrosivo deste comentador e ex-funcionário da PJ, aqui fica um livro a não perder.

Livro: Violencia Familiar



LA VISIÓN DE LA MUJER EN CASAS DE ACOGIDA
Autor: Pedro Fernández Santiago
Local de Edição: Valência
Editor: Tirant lo Blanch
Editado em: Novembro - 2007
278 Págs.

Livro: Código do Registo Civil- Código do Notariado




CÓDIGO DO REGISTO CIVIL-CÓDIGO DO NOTARIADO
E outras fontes com especial relevância em matéria de direito da família e das sucessões
Autores: Jorge Duarte Pinheiro-
Organizador
Local de Edição: Lisboa
Editor: AAFDL
Lançamento em: Novembro - 2007
763 págs.

domingo, dezembro 16, 2007

Tempo a mais com a vida em suspenso

Cinco anos. Este é o tempo médio de permanência de uma criança numa família de acolhimento, quando lá deveria ficar, idealmente, 18 meses. Em cinco anos podem criar-se laços afectivos profundos, transformando-se a separação num processo de horror. Se o Estado não falhasse e o carácter provisório da Lei fosse cumprido, casos como o da menina de Vila Real dificilmente aconteceriam."
O acolhimento familiar nunca poderá ser confundido com adopção. É um serviço prestado, com retribuição monetária e as partes têm que o compreender assim", defende Edmundo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social. Aquele responsável admite, contudo, que ao fim de cinco anos não há Lei que valha ou invalide os vínculos afectivos criados, e que, como tal, "talvez esta não seja a medida ideal para crianças muito pequeninas". É, portanto, imperativo clarificar estas matérias.
Garante Edmundo Martinho que parte desta clarificação chega com a regulamentação aprovada recentemente em Conselho de Ministros, à espera de promulgação do presidente da República. "Prevê mecanismos de acompanhamento intenso a estas famílias e corrobora a ideia de que esta medida não pode prolongar-se no tempo".
É, no entanto, uma medida de protecção cada vez mais visível, até porque o Estado prometeu retirar das instituições 25% dos seus menores, até ao final de 2008. A maioria não vai para adopção. Num universo de 12245 institucionalizados (embora neste números entrem os 2698 em famílias de acolhimento visadas pelo Plano de Intervenção Imediata ), apenas 417 estão em condições de serem adoptados, de acordo com números do mês passado. A maioria, ou regressa à família biológica (1690 no ano passado), ou é autonomizada ou vai para famílias de acolhimento, solução que também fica mais barata ao Estado.
Ler noticia integral em Jornal de Noticias, de 16-12-2007.

Governo reduz apoios para metade

Os subsídios de retribuição (168,20 euros) serão cortados às famílias de acolhimento que têm grau de parentesco com o menor que acolhem. Se outrora a ajuda estatal era de cerca de 300 euros, entre um subsídio de retribuição e outro de manutenção, agora estas famílias verão a sua ajuda reduzida a metade, segundo ditou um Decreto-Lei publicado no passado mês de Novembro.
A perspectiva é a de que um avô não tem que ser pago por acolher um neto. No entanto, Edmundo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social, salvaguarda que, em caso de necessidade, além do montante de manutenção (145,86 euros), a família de acolhimento poderá receber apoio até ao montante de retribuição (168 euros). "Mas só se os serviços entenderem que há realmente necessidade", garante.
De facto, estas famílias de acolhimento com grau de parentesco passarão a ter outra designação e a estarem inseridas numa medida denomindada "apoio junto de outros familiares". "A ideia foi, de facto separar estes dois universos. Uma coisa é o acolhimento familiar e outra o apoio junto de outros familiares". Nesse sentido, argumenta o Estado, evitam-se os casos em que os familiares só aceitam ficar com as crianças por causa do apoio monetário.
As restantes famílias de acolhimento, as que não têm um vínculo biológico com a criança acolhida, receberão o montante de retribuição, isto é, 168 euros, mais o montante de manutenção, que é de 145,86 euros.
No ano passado, o Estado disponibilizou para a totalidade das famílias de acolhimento, 16,8 milhões de euros. Ainda assim, esta é uma medida mais barata do que a institucionalização, que custa, em média 500 euros mensais por menor.
A grande dificuldade é encontrar famílias de acolhimento para os menores com deficiência mental ou física. Estes ficam na sua maioria dentro das instituções por longos anos. Há ainda outros casos problemáticos, como o dos jovens que são considerados problemáticos e que passam por mais do que duas famílias de acolhimento.
O que fazer?
Se uma família se sentir preparada para ser de acolhimento pode comunicar a sua vontade junto da Segurança Social. Os serviços verificam as condições do agregado e, caso se verifiquem todos os critérios, contratualiza a situação. Estas famílias são informadas de que se inserem numa medida de carácter provisório e recebem para tal um subsídio de retribuição e outro de manutenção. Esta alternativa à desinstitucionalização é uma resposta de serviços prestados. "Não têm que ser pai ou mãe, têm que acolher, ajudar".
Ler noticia integral em Jornal de Noticias, de 16-12-2007.

"É sempre de carácter provisório"

Com esta regulamentação da medida de acolhimento familiar, que aguarda promulgação do presidente da República, as famílias de acolhimento continuam com carácter provisório ou podem vir a ser uma espécie de projecto de vida? As famílias de acolhimento têm sempre uma natureza de carácter provisório. E esta regulamentação vem corroborar essa ideia. Vamos no sentido de as acompanhar mais intensamente e de clarificar o seu vínculo temporário ao menor.
Mas já ouvimos falar sobre uma medida de acolhimento familiar que pode ir até aos 18 anos. É verdadeiro? Estamos, juntamente com o Centro de Direito da Família, em Coimbra, a preparar uma nova solução que visa, precisamente, o prolongamento do acolhimento familiar até aos 18 anos, mas só para crianças mais velhas, com nove,10, 11, 12 anos. Crianças que não podem regressar às famílias biológicas, mas que não estão em condições de adoptabilidade.
Recentemente, através de um Decreto-Lei publicado no mês passado, o Estado anunciou o corte de uma parte do susbsídio às famílias de acolhimento que têm grau de parentesco com o menor. Porquê?
As famílias de acolhimento com grau de parentesco passam, de acordo com o regulamentado, a ter outra designação, ou seja, "apoio junto de outros familiares". Essas passarão a ter o subsídio de manutenção [145,86 euros], mas deixam de ter o subsídio de retribuição [168 euros]...
A este propósito disse, em entrevista a outro jornal, que não fazia sentido um avô receber um subsídio de retribuição por cuidar de um neto. Pergunto-lhe se o subsídio de manutenção (145, 86 euros) é suficiente para ajudar a cuidar de um neto...
Repare, o avô recebe o subsídio de manutenção e, se precisar, poderá receber um montante que pode ir até ao montante daquele que era , anteriormente, o seu subsídio de retribuição. Mas apenas se os serviços entenderem que há essa necessidade.
Ler noticia integral em Jornal de Noticias, de 16-12-2007.

Há famílias de acolhimento sem qualquer apoio técnico

As famílias de acolhimento têm baixos rendimentos económicos - metade dispunha de menos de 500 euros mensais -, possuem fraca escolaridade e exercem profissões pouco qualificadas. A formação para receber em casa menores retirados aos pais é quase inexistente. E praticamente todas relataram, quando inquiridas em 2002, que não tinham contacto havia pelo menos dois anos com os técnicos das instituições que, à luz da lei, deviam ser responsáveis pelo acompanhamento regular das crianças e jovens.
O perfil da família de acolhimento foi traçado num estudo nunca publicado - da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) e do extinto Instituto de Desenvolvimento Social (IDS). Não há dados oficiais mais recentes. Mas o "perfil crítico mantém-se", admite Edmundo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social.
Não é a situação sócio-económica das famílias que inquieta o responsável pela entidade a quem compete promover, financiar e avaliar esta medida de promoção e protecção de crianças e jovens em risco: "Não é por terem rendimentos mais baixos que são piores famílias de acolhimento." O "mais preocupante" é a formação e o acompanhamento que têm ficado por fazer, apesar de estarem previstos na lei.
Ler noticia integral em Público, de 16-12-2007.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Pulseiras electrónicas podem transformar-se em telemóveis

Fonte da imagem: acontece.wordpress.com


Governo questiona agora medida emblemática contra violência doméstica
A ideia proclamada pelo Executivo desde há dois anos passava pela utilização de pulseiras electrónicas, em casos de violência doméstica, para evitar aproximações do agressor à agredida. Afinal, pode não ser bem assim. O secretário de Estado da Presidência, Jorge Lacão, foi ontem à comissão parlamentar de Ética afirmar que o Governo está a ponderar outra hipótese - a de atribuir um telemóvel à vítima de agressão doméstica.
Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 13-12-2007.

Governo cria taxa de justiça única


O Governo decidiu reunir num só diploma todas as normas procedimentais relativas à responsabilidade por custas processuais, integrando as custas cobradas em processos judiciais, administrativos e fiscais.
Num Decreto-Lei aprovado esta quarta-feira em Conselho de Ministros, estabelece-se um sistema de custas processuais simplificado, assente no pagamento único de uma taxa de justiça e no pagamento de encargos que reflictam os custos efectivos da justiça, terminando com a multiplicação de taxas de justiça e desdobramento das mesmas.
«Prevêem-se critérios de fixação da taxa de justiça variáveis em função, não apenas do valor atribuído ao processo, mas também da efectiva complexidade do mesmo», explica o comunicado do Conselho de Ministros.

Ler noticia integral em Agência Financeira, de 12-12-2007.

Resolução da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira n.º 30/2007/M



Região Autónoma da Madeira - Assembleia Legislativa
Resolve apresentar à Assembleia da República a proposta de alteração à Lei n.º 21/85, de 30 de Julho (Estatuto dos Magistrados Judiciais).

Acórdão n.º 13/2007, DR, de 13 de Dezembro



Na vigência do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de Janeiro, o agente do crime previsto e punido pelo artigo 21.º, n.º 1, do mesmo diploma cuja conduta posterior preenchesse o tipo de ilícito da alínea a) do seu n.º 1 cometeria os dois crimes, em concurso real.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Qualquer pessoa que contacte um suspeito fica sujeita a escuta

Fonte da imagem: DN.


Juízes divulgam decisão na Internet e revelam o número do alvo escutado
Para os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), qualquer pessoa que se relacione com um suspeito de um crime pode ter o telefone sob escuta, desde que haja a probabilidade de falarem sobre a matéria em investigação.
Esta decisão foi tomada dia 6, tendo o juízes autorizado que fossem interceptadas as conversas a um irmão de um alegado homicida, contrariando o entendimento de um juiz de instrução criminal, que havia negado a escuta solicitada pelo Ministério Público (MP). Embora se trate de um processo em investigação, e em segredo de justiça, o acórdão dos juízes desembargadores foi divulgado na segunda-feira na Internet sem que, inclusive, se tenha acautelado o sigilo do número de telefone que passara a ser escutado, assim como o respectivo número do IMEI (código do telemóvel). Quem visitou o site dos serviços informáticos do Ministério da Justiça pôde anotar o alvo . Entretanto, o "lapso" já foi detectado.
A decisão do TRL "parece frustar a lei e o seu espírito", considera o professor Germano Marques da Silva, contactado pelo DN, tendo em conta a reforma do Código de Processo Penal (CPP), em vigor desde 15 de Setembro, a qual tornou mais apertado o regime das escutas, limitando os alvos a suspeitos e intermediários.
Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 12-12-2007.

Jantar de Bloguistas da RAM


A violência doméstica e a vitimização das crianças


“O lar é para muitas crianças o lugar mais perigoso”
Brown

O fenómeno da violência doméstica e do mau trato no seio da família não são novos embora só desde há algumas décadas tenham começado a ser considerados como um grave problema social. Vem isto a propósito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres que se celebrou no passado dia 25 de Novembro.
E se a criança por si só é o elemento mais frágil numa família, essa vulnerabilidade torna-se mais visível e preocupante nos casos de violência doméstica.
Segundo um recente relatório divulgado pela ONU, todos os anos 275 milhões de crianças presenciam actos de violência doméstica, com consequências negativas para o seu desenvolvimento.
Segundo um outro estudo, em cerca de 71% dos casos, há coincidência entre maus-tratos infantis e violência doméstica.
No caso de violência doméstica as crianças podem ser objecto directo de maus tratos (vitimização directa) ou assistir a agressões físicas ou psíquicas entre membros da sua família (vitimização indirecta).
Os maus-tratos podem causar sequelas nas crianças a curto, médio ou longo prazo, dependendo da intensidade, frequência e partes do corpo batidas, assim como da idade da criança.
Para as crianças de tenra idade, as lesões são muitas vezes cerebrais de que resultam défices neurológicos irreversíveis, podendo em casos mais graves conduzir à morte.
As principais sequelas a longo prazo incluem o atraso de crescimento ponderal e estatural, o atraso no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem e de relacionamento social, insucesso escolar, perturbações de personalidade, baixa de auto-estima e da expectativa pessoal e profissional, sentimentos de inferioridade, distúrbios de comportamento, comportamentos sociais de risco, pensamentos e comportamentos autodestrutivos, angústia, tristeza, agressividade e aumento da delinquência e da criminalidade.
Combater a violência doméstica é muito difícil, não só porque isso implica entrar na privacidade e na intimidade das pessoas e das famílias mas também porque a violência ocorre normalmente em espaços habitacionais privados, sem a presença de testemunhas e quando há testemunhas normalmente são membros da mesma família. Trágico é quando as únicas testemunhas são os filhos menores do casal e têm de depor.
Nos casos de violência doméstica, e porque a criança normalmente está em perigo para a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento, tal como se encontra definida no artigo 3.º da Lei n.º 147/99, de 1 de Setembro a actuação dos Tribunais de Família e de Menores tem de nortear-se desde logo pelos seguintes princípios:
• interesse superior da criança e do jovem — a intervenção deve atender prioritariamente aos interesses e direitos da criança e do jovem, sem prejuízo da consideração que for devida a outros interesses legítimos no âmbito da pluralidade dos interesses presentes no caso concreto;
• privacidade — A promoção dos direitos e protecção da criança e do jovem deve ser efectuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada;
• intervenção precoce — a intervenção deve ser efectuada logo que a situação de perigo seja conhecida.
• proporcionalidade e actualidade — a intervenção deve ser a necessária e a adequada à situação de perigo em que a criança ou o jovem se encontram no momento em que a decisão é tomada e só pode interferir na sua vida e na da sua família na medida do que for estritamente necessário a essa finalidade;
• responsabilidade parental — a intervenção deve ser efectuada de modo que os pais assumam os seus deveres para com a criança e o jovem;
• prevalência da família — na promoção de direitos e na protecção da criança e do jovem deve ser dada prevalência às medidas que os integrem na sua família ou que promovam a sua adopção;
• Obrigatoriedade da informação — a criança e o jovem, os pais, o representante legal ou a pessoa que tenha a sua guarda de facto têm direito a ser informados dos seus direitos, dos motivos que determinaram a intervenção e da forma como esta se processa;
Além disso, é preciso ter em conta, outros factores como: a idade da criança, o impacto da violência na criança, a saída ou não do progenitor agressor do lar familiar, a saída ou não do outro progenitor do lar familiar, a presença de outros membros da família dentro do mesmo espaço habitacional ou fora dele e que possam garantir à criança um ambiente protector e securizante
.É em face destes princípios e factores que o Tribunal actua de acordo com a Lei n.º 147/99, de 1-09 e como está sujeito ao princípio da legalidade só pode aplicar uma das seguintes medidas de promoção e protecção previstas no artigo 35.º do mesmo diploma: a) apoio junto dos progenitores; b) apoio junto de outro familiar; c) confiança a pessoa idónea; d) acolhimento familiar; e) acolhimento institucional e f) confiança judicial com vista a futura adopção.
Convém ainda recordar que nos termos do artigo 66.º, n.º 2 do citado diploma é obrigatório para todas as pessoas a comunicação das situações que ponham em risco a vida, a integridade física ou psíquica ou a liberdade da criança ou do jovem.
É assim importante que todos os profissionais, como é o caso dos enfermeiros, médicos nos centros de saúde e hospitais, assistentes sociais, psicólogos, vizinhos, familiares e outras pessoas como os familiares e vizinhos façam as necessárias denúncias, porque ignorar um mau trato infantil é comprometer o futuro de uma criança e impedir que se actue em tempo útil sobre a família em crise.
De enaltecer a aprovação recente pela Assembleia-Geral das Nações Unidas de uma resolução que cria a figura do representante especial para a violência contra as crianças, com o objectivo de dar visibilidade a uma situação que afecta milhões de crianças em todo o mundo.
A criação do novo cargo, que responderá perante o secretário-geral da ONU, foi aprovada no Comité dos Direitos Humanos da Assembleia-Geral com 176 votos a favor e um voto contra, o dos Estados Unidos da América.
Uma palavra ainda de concordância para a solução consagrada no n.º 6 do artigo 152.º do Código Penal (na sua redacção actual) que prevê que quem seja condenado pelo crime de violência doméstica possa ser inibido do exercício do poder paternal. É caso para dizer, que já era de tempo de não dissociar a violência conjugal da violência familiar.
Finalizo, citando uma mensagem publicitária do Conselho da Europa “tudo começa com um grande grito mas espera-se que tudo não acabe num grande silêncio".
Mário Rodrigues da Silva

terça-feira, dezembro 11, 2007

Contagem final para o Natal


Jantar dos bloggers Madeirenses


Para mais informação clique aqui.

Madeira: Lançamento da Criamar


Foi ao som da Banda Municipal de Câmara de Lobos que começou o espectáculo de apresentação da Criamar, uma associação que prestará apoio, nas mais diversas áreas, a 12 instituições, abrangendo à volta de 200 crianças.
O espectáculo que decorreu no Centro de Congressos da Madeira durou cerca de 3h30 teve o seguinte alinhamento em termos artísticos:
Banda Municipal de Cânara de Lobos
Black and White Jazz Band
Alexandre Fernandes
Rosa da Madeira
Quarteto de Clarinetes "The CL Friend´s and Drums"
Alexandra
Ricardo Spínola
Companhia de Dança da Madeira
Maria da Fé
Coro de Câmara de Lobos- "Hino da Criamar".

Portaria n.º 1563/2007, de 11-12-2007


Conferência: "30 anos de Estatuto dos Juizes em Democracia: Implicações e Perspectivas"



Dia 14 de Dezembro, pelas 17h30.
Sla de Audiências do 4ª Vara Criminal do Tribunal da Boa Hora.
Tema: "30 anos de Estatuto dos Juízes em Democracia: Implicações e Perspectivas"
Oradores:
Dr. Almeida Santos, ministro da Justiça à data da promulgação do Estatuto.
Dr. José Paulo Rangel.
Dr. João Felgar, Juiz de Direito e membro da Direcção da AJPC.
Moderador: Dr. João Fernandes Magalhães, Juiz Conselheiro Jubilado.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Decreto Legislativo Regional n.º 21/2007/M, D.R. n.º 236, Série I de 2007-12-07


Portaria n.º 1556/2007, de 10 de Dezembro


Aprova o Regulamento dos Alcoolímetros. Revoga a Portaria n.º 748/94, de 3 de Outubro.

Resolução da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira n.º 28/2007/M, de 10 de Dezembro


Resolve dotar os Serviços de Justiça na Região Autónoma da Madeira de meios físicos, tecnológicos e humanos garantindo-lhe maior eficiência e eficácia

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou hoje o regime da responsabilidade civil do Estado

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou hoje o regime da responsabilidade civil do Estado, vetada em Agosto, mas admite que mantém algumas dúvidas sobre a lei.

Madeira: Workshop "Intervenção Comunitária: A Arte e o Ensejo de Mudança"


Dia 13 de Dezembro, pelas 15h00.
Auditório da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, Funchal.
Psiquiatra Jesús Cartelle Fernandez- Chefe do Serviço da Unidad Assistencial de Drogodependencias na Corunã.

domingo, dezembro 09, 2007

Famílias de acolhimento vão passar recibo verde

Existem em todo o país 5345 crianças e jovens em risco, albergadas por cerca de quatro mil famílias de acolhimento, de acordo com dados revelados ao DN pelo Instituto de Segurança Social. E é neste contexto que o Governo se prepara para introduzir mudanças no quadro legal que regula o acompanhamento de crianças e jovens em risco, criando a nova figura das famílias de acolhimento profissionais.
A medida consta de regulamentação recente, que espera ainda promulgação pelo Presidente da República. "A regulamentação introduz uma distinção clara entre famílias de acolhimento, sem relação de parentesco com a criança, e familiares de acolhimento", disse ao DN o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho.
No primeiro caso, cria-se a figura de família de acolhimento "profissional" , que fica equiparada uma actividade profissional exercida em regime de exclusividade ou actividade complementar. De acordo com o decreto-regulamentar "esses requisitos são exigidos apenas à figura do responsável pelo acolhimento familiar, para quem é obrigatória a inscrição na repartição de finanças como trabalhador indepen- dente".
Face a doenças crónicas ou deficiência, a compensação financeira por parte da Segurança Social, é acrescida em 336 euros.
As famílias que acolham crianças com as quais tenham laços de parentesco - a grande maioria dos casos - deixam de receber um subsídio da Segurança Social a título de prestação de serviço ao Estado, e passam a ficar incluídos naquilo a que se passará a chamar "apoio junto de outro familiar". "Continuam a receber um montante para despesas de manutenção e apoio supplementar, que, em alguns casos, pode ir até ao valor previsto actualmente para a prestação de serviço", garantiu Edmundo Martinho. Quase 70% das famílias de acolhimento serão, assim, alvo destas alterações, uma vez que essa é a percentagem de famílias com laços de parentesco com as crianças e jovens que albergam nas suas casas.
A outra alteração prevista na nova regulamentação reforça os critérios de rigir na selecção destas famílias de acolhimento. Estas pessoas, e muito em particular, no caso do acolhimento de crianças com doenças crónicas ou deficiência, "terão de reunir uma formação superior, nomeadamente nas áreas sociais", disse Edmundo Martinho. Para além das já previstas , como sejam a capacidade intelectual e afectiva, equilibrada situação emocional, conjugal e económica e condições habitacionais.
De acordo com a tabela em vigor este ano, o subsídio mensal de retribuição pelos serviços prestados é de 168 euros, para as crinças com deficiência atinge os 336 euros, sendo o subsídio de manutenção de 15 euros.
Ler noticia integral em Diário de Notícias, de 9-12-2007.

Madeira: Lançamento da Criamar - Associação de Solidariedade para o Desenvolvimento e Apoio a Crianças e Jovens



É ao som do fado e do jazz, com Maria da Fé, Alexandra e Rosa Madeira, os músicos Ricardo Spínola mas nem só, que Dionísio Pestana e João Carlos Abreu vão apresentar ao público a Criamar - Associação de Solidariedade para o Desenvolvimento e Apoio a Crianças e Jovens, criada dentro do Grupo Pestana.
O espectáculo de variedades vai realizar-se no Centro de Congressos da Madeira, a partir das 21 horas no dia 10 Dezembro. Foi concebido em duas partes, sendo a primeira dedicada à apresentação do projecto, revelou o presidente da associação, João Carlos Abreu.
A exposição dos objectivos e o funcionamento de 'A Cor dos Dias', a primeira campanha de ajuda criada no âmbito da nova associação, estarão a cargo de Elisa Marques, responsável pela idealização do programa que vai abranger cerca de duas centenas de crianças e jovens de 12 instituições regionais.
Depois do vídeo de apresentação começa o espectáculo, que será seguido de um Madeira de Honra.

I Congresso Ibério do Poder Judicial



A independência do poder judicial e a tentativa de politização da Justiça prometem agitar o I Congresso Ibério do Poder Judicial, que juntará centenas de juízes dos dois países, a 25 de Janeiro, em Lisboa. O encontro tem o envolvimento de todas as organizações de juízes da Península Ibérica, nomeadamente a Associação Sindical dos Juízes Portugueses, o Forúm Permanente Justiça Independente, Associação Juízes pela Cidadania e Associação Juízes para a Democracia.
Em Portugal existem actualmente cerca de dois mil juízes, sendo que 200 estão adstritos aos Tribunais Administrativos e Fiscais.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

'Coimbra - Boémia da Saudade': uma obra ilustrada de memórias e vivências de um Antigo Estudante



Aqui fica a minha sugestão de leitura para este fim de semana que se aproxima a passos largos. E quem fala de fim de semana, fala obviamente de boémia.
Gonçalo dos Reis Torgal é o autor do livro ‘Coimbra – Boémia da Saudade’, (“título extremamente feliz e adequado ao fluir da narrativa” – como escreve no Prefácio o Professor Doutor Manuel Ramos Lopes).
Não posso deixar de concordar para quem vive a mais de 1.000 quilómetros de distância da sua cidade natal e da sua Universidade.
Como diz o poeta Manuel Alegre:
De Coimbra fica o tempo que não passa.
Neste passar do tempo que não volta.”
Embora longa, a obra, escrita num estilo onde a influência camiliana é evidente, é de leitura fácil e absorvente. Profusa ilustração, a partir da vasta colecção de Postais Ilustrados do autor e das suas muitas ‘coisas’ de Coimbra, e de outras fontes; fotos de hoje e a capa e desenhos originais do Artista Zé Penicheiro, são outros motivos de interesse e atracção.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Acórdão n.º 12/2007, DR, I Série, de 6-12-2007


As normas dos artigos 74.º, n.º 1, e 110.º, n.º 1, alínea a), ambos do Código de Processo Civil, resultantes da alteração decorrente do artigo 1.º da Lei n.º 14/2006, de 26 de Abril, aplicam-se às acções instauradas após a sua entrada em vigor, ainda que reportadas a litígios derivados de contratos celebrados antes desse início de vigência com cláusula de convenção de foro de sentido diverso

CDOA da Madeira: Q(ueixas) fora de tempo


O Conselho Superior da Ordem dos Advogados negou dar provimento aos recursos apresentados por João Cristiano Loja e António Franco Fernandes, ambos membros da lista “Q”, candidata à eleição ao Conselho Distrital da Madeira, no passado dia 30 de Novembro.Em causa, várias queixas apresentadas por estes dois causídicos da lista de Félix de Sousa, relativas a alegadas anomalias verificadas durante o acto eleitoral em causa.

Ler noticia integral em Jornal da Madeira, de 6-12-2007.

Figuras públicas expõem hoje


É hoje inaugurada, pelas 19h00, no restaurante-café Fora d’Oras, no Funchal, a exposição “Uma tela, uma prenda”, uma iniciativa de solidariedade social que junta 20 personalidades regionais, entre elas, o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim.

Além do chefe do Executivo regional, colaboram neste projecto, através de trabalhos em diferentes domínios das Artes Plásticas, os secretários regionais Francisco Fernandes, Manuel António Correia, Francisco Jardim Ramos, Miguel Albuquerque (presidente da Câmara Municipal do Funchal), Miguel Sousa (vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira), António Ventura Garcês, João Carlos Abreu, Paulo Fontes, Maria Aurora Carvalho Homem, Carlos Andrade, Luísa Garrido, Carlos Cardoso, entre outras figuras públicas.

As receitas com a venda das obras destinam-se à aquisição de brinquedos para as cerca de 400 crianças de instituições de solidariedade social da Região, de modo a tornar o Natal destas mais alegre e divertido

Ler noticia integral em Jornal da Madeira, de 6-12-2007.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Petição dirigida ao Exmº Sr. Presidente da República Portuguesa

Petição destinada ao estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.
Clique aqui:
http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html

Jantar de Natal do Tribunal de Familia e de Menores do Funchal


Dia 7 de Dezembro pelas 21h00.
Restaurante Central
Caniço.

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Geração Violência

O ano ainda não terminou mas o número de casos denunciados à Polícia de Segurança Pública sobre filhos que agridem os próprios pais já superou em 72% o registado em 2006.
Pai, mãe, padrasto ou madrasta são quem mais sentiu na pele a evolução das repercussões físicas e psicológicas do crime de maus tratos que, desde 2000, assume a configuração de natureza pública (prescinde de queixa para ser investigado). Entre Janeiro e Novembro, 64 progenitores apresentaram queixa contra os filhos. No ano passado tinham sido apenas 18. O crime de maus tratos a cônjuge ou companheira assume a maior fatia da violência doméstica na Madeira (74%), atendendo ao grau de parentesco entre agressor e vítima: 413 denúncias confirmadas nos balcões da PSP. Porém, foi a violência exercida por 'filhos contra pais' e por 'pais contra filhos' que mais aumentou este ano: 72% e 43% respectivamente.
"São casos relacionados nem tanto com a violência tradicional, que resulta do alcoolismo, mas com estas novas formas de maus tratos: pais que são violentados pelos filhos por causa da toxicodependência", analisa o padre Francisco Caldeira, pároco em Santa Cecília, Câmara de Lobos
Vítimas de maus tratos chegam a "fugir" da ilha
Pelo menos sete famílias, vítimas de violência doméstica, já foram obrigadas a sair da Região. O medo psicológico de reencontrar o agressor, que as persegue diariamente, é a principal causa da opção de ir viver para fora, como apontou Teresa Carvalho, psicóloga do serviço técnico da Segurança Social, ontem, num colóquio sobre esta temática.
Vencer o medo e sair de casa, pondo fim a uma situação de sofrimento que lhes marcou a vida, nem sempre é fácil. A vítima considera, muitas vezes, a submissão como a única opção, e conforma-se com a "sua malfadada sorte". O receio de represálias, e do aumento da violência, também funciona como um inibidor do pedido de ajuda. A ocultação dos maus tratos pela vítima, movida pela esperança de superar este mau momento do casal, torna impossível contabilizar os casos de violência em ambiente familiar.
Anualmente, chegam ao Centro de Segurança Social da Madeira mais de 100 pedidos de ajuda. Só no primeiro semestre de 2007 foram registadas 64 queixas, revelou a psicóloga, acrescentando que cerca de 70% dos casos de violência doméstica começam no namoro do casal. "É preciso estar atento aos sinais para prevenir futuras agressões", disse.
Segundo Teresa Carvalho, este é um problema enraizado na nossa cultura, um ciclo de desespero que conduz à degradação da vítima. A psicóloga sublinhou que quando a violência doméstica envolve traição, a vítima tem uma maior facilidade em pedir ajuda. "A infidelidade não é tolerada", concluiu.

Cada vez mais crianças nas casas de acolhimento

No primeiro semestre deste ano cerca de 120 crianças foram acolhidas nas casas de abrigo para vítimas de violência doméstica, juntamente com as suas mães, um número que representa mais do dobro do registado em 2006, na Região.

Segundo a psicóloga Teresa Carvalho, a criança, confrontada com as cenas de maus tratos entre os pais, "torna-se a protectora da vítima". Ontem, durante um colóquio sobre violência doméstica, Teresa Carvalho disse que ficou impressionada com a reacção de uma criança quando foi acolhida por uma instituição. "Ela chorava muito e disse: agora quem é que vai ajudar a minha mãe", contou, explicando que a criança ali sentia-se protegida, mas impotente face à vulnerabilidade da mãe.
No último ano, o número de vítimas, todas mulheres, que foram acolhidas nestas casas de abrigo quase triplicou. De Novembro de 2006 a Junho de 2007, passaram de 29 para 54. Embora Teresa Carvalho tenha sublinhado que existem casos de violência que vitimam homens, eles não são recebidos nestas casas de acolhimento.

A intervenção da Segurança Social
Na resposta aos pedidos de ajuda, o primeiro passo a dar é, segundo Teresa Carvalho, "a avaliação do risco que a queixa acarreta", uma vez que pode desencadear mais violência, caso o agressor tenha conhecimento que houve um pedido de ajuda. "O agressor é egocêntrico, culpa a vítima pelo seu próprio comportamento e não se apercebe do mal que lhe faz", justificou a especialista.

Nestes casos, é preciso salvaguardar a protecção da vítima, por isso, com o seu consentimento, ela é acolhida numa das três casas de abrigo que existem na Região, podendo permanecer lá até no máximo um ano, acompanhada pelos seus filhos. Passado esse período, há uma fase de 'transição' antes do regresso à vida em sociedade, na Casa de Santa Rita de Cássia, cuja localização, tal como a das casas de acolhimento, é sigilosa para evitar que a vítima seja perseguida pelo agressor.
A equipa de apoio à mulher vítima de violência doméstica do Centro de Segurança Social, criada em 2002, além de assistência em casos de maus tratos, proporciona também terapia familiar ao casal, procura facilitar a comunicação, e promover a auto-ajuda.

Agressor tem passado de maus tratos na infância, e a vítima é mulher

Estudos mostram que as crianças expostas à violência doméstica tornam-se adultos perturbados, mas não necessariamente agressores, revelou ontem, Teresa Carvalho, psicóloga no Centro de Segurança Social. "O agressor tem um passado de maus tratos na infância, mas não é vinculativo que uma criança vítima de violência se torne agressor", justificou. "É alguém que não sabe lidar com a ansiedade, e não controla o seu comportamento e emoções".
A maioria das vítimas que recorrem à ajuda da equipa de apoio à vítima de violência doméstica, da qual Teresa Carvalho faz parte, é do sexo feminino, casada, tem apenas a quarta classe, e uma idade média situada entre os 35 e os 44 anos, pois é nesta faixa etária que "perdem a esperança", disse.

Pais têm cinco dias para alterar prazo de transição para entrega da criança


Num despacho enviado terça-feira, o Tribunal da Relação cita um relatório do Departamento de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de Coimbra, que se afasta do acompanhamento de Esmeralda Porto devido à situação de risco existente, e apela às partes para «tomarem posição relativamente a uma eventual alteração do prazo de transição» de entrega da menor.
No despacho, os juízes citam posições anteriores daquele departamento em que critica a decisão de entrega mas referem que «nada até agora existia nos autos que indicasse um prazo superior a 90 dias» para a transição da menor.
No relatório do Departamento, os técnicos consideram que a «ruptura dos laços com os pais afectivos, de forma permanente, mesmo que não abrupta, é um factor causal de doença mental e a entrega ao pai biológico potenciará a patologia da relação pais/criança, criando as condições essenciais a curto-prazo para a instalação duma perturbação de stress pós-traumático».

Ler noticia integral em O Sol, de 5-12-2007.

MP e polícias sem acesso a base de ADN


Os magistrados do Ministério Público (MP) e os órgãos de polícia criminal (OPC) não vão ter acesso directo à futura base de dados de ADN, segundo uma alteração ontem aprovada pelo PS que já impõe a obrigação de despacho judicial no âmbito da comunicação dos dados para efeitos de investigação criminal ou identificação civil – como recomendou a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD).

Ler noticia integral em Correio da Manhã, de 5-12-2007.

Tribunais vão ter gestores profissionais



O Governo avança com várias medidas para a Justiça. As actuais 230 comarcas passam a 35 super-tribunais e vai ser criada a figura do administrador de tribunal.

terça-feira, dezembro 04, 2007

5 de Dezembro: Dia da Faculdade de Direito de Coimbra



A 5 de Dezembro de 1836 um Decreto do Governo veio reorganizar os cursos científicos da Universidade de Coimbra, unificando as existentes Faculdades de Cânones e de Leis. Nasceu assim a Faculdade de Direito.

Programa.

Bebés trocados voltaram hoje aos pais biológicos




Duas bebés trocadas após o nascimento, há quase um ano, na República Checa, foram devolvidas aos seus pais biológicos esta terça-feira e passarão o seu primeiro aniversário, no próximo domingo, com seus progenitores.
As duas meninas, Nikola e Veronika, nasceram no mesmo dia, 9 de Dezembro de 2006. As funcionárias do hospital, contudo, confundiram as crianças logo depois do parto, e o erro só foi descoberto meses depois, através de um exame de DNA feito porque o pai de uma das crianças que não se conformava com o facto da sua filha não se parecer com ele.
A ideia original era devolver as crianças aos seus pais no Ano Novo, mas os psicólogos aconselharam a antecipação, pois ambas as crianças começavam a formar vínculos fortes com os pais não-biológicos, e esperar mais tempo pela «troca» poderia prejudicá-las.
Ler noticia integral em Portugal Diário, de 4-12-2007.

Mais de 300 professores e funcionários agredidos


No ano lectivo 2006/2007, mais de 300 professores e funcionários foram agredidos, registando-se menos 36 por cento de ocorrências. A violência é "rara e circunscrita", insiste a ministra da Educação.Menos 36 por cento de ocorrências participadas pelas escolas. Uma redução do número de docentes agredidos de 390 para 185 face aos últimos dados conhecidos. Tudo isto no espaço de um ano lectivo.

Ler noticia integral em Público, de 4-12-2007.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Fonte da imagem: albufeirasempre.blogs.sapo.pt

A 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada em 14 de Outubro de 1992, adoptou o dia 3 de Dezembro como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, por meio da resolução A/RES/47/3.

A data escolhida coincide com o dia da adopção do Programa de Acção Mundial para as Pessoas com Deficiência pela Assembléia Geral da ONU, em 1982.

Madeira: Como funciona a justiça


Na Madeira trabalham, actualmente, 27 juízes (quase todos nomeados pelo Conselho Superior da Magistratura) e 27 magistrados do Ministério Público (MP). Cinco destes últimos são procuradores da República (em regra, por cada Tribunal Colectivo e cada Tribunal de Competência Especializada há um procurador da República) e mais de 20 Procuradores Adjuntos.
Há três procuradores da República coordenadores: Barateiro Afonso (para os julgamentos); Isabel Nascimento (para os inquéritos do Funchal) e Maria de Lurdes Correia (para os serviços do MP nas comarcas fora do Funchal). Há ainda uma procuradora-adjunta (Inês Martins) que divide o seu trabalho semanal, ora apoiando os serviços do MP junto do Tribunal de Trabalho ora junto do Tribunal de Família e Menores.
No Palácio da Justiça do Funchal há procuradores-adjuntos exclusivamente dedicados aos inquéritos (várias secções) e outros afectos aos vários juízos.
Há uma dependência funcional dos tribunais em relação ao Ministério da Justiça. Excepção feita ao Tribunal de Contas, cuja dependência funcional é do Ministério das Finanças. O ministro da República para a Madeira (agora Representante) já teve na sua alçada a superintendência dos serviços do Estado (incluindo Justiça) mas perdeu-a.
A maior parte dos juízes são de carreira mas há os que são colocados ou por concurso (Tribunal de Contas - até podem ser doutorados na área económico-financeira) ou nomeados pela Assembleia da República (Tribunal Constitucional).
Há dois tribunais que, na Madeira, funcionam em regime de agregação. Trata-se do Tribunal Administrativo e Fiscal e o Tribunal de Família e Menores.
Nos tribunais de cá trabalham cerca de 170 funcionários judiciais ou oficiais de Justiça. Dão corpo à Justiça mais de 500 advogados e serviços de Registo e Notariado, embora os primeiros estejam regionalizados e os segundos privatizados.
Dependem também cá, do Ministério da Justiça, os Serviços Prisionais (Viveiros e Cancela) e o Instituto de Reinserção Social (agora Direcção-Geral) nas suas duas valências, penal e de menores.

domingo, dezembro 02, 2007

Fernando Campos venceu


Fernando Campos é o novo presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados da Madeira. O causídico, que era vice-presidente na anterior direcção e que nos últimos tempos já vinha assumido os destinos da Ordem na Região, ganhou com 188 votos. O seu opositor, Félix de Sousa, obteve 102 votos. Registaram-se ainda 30 votos brancos e 12 nulos.

No total, participaram no acto eleitoral 332 advogados madeirenses. Ou seja, cerca de 78% dos 420 causídicos inscritos com direito a voto.Um processo eleitoral que decorreu na passada sexta-feira, e que acabou por ser atribulado, devido à demora na contagem de votos e a reclamações processuais suscitadas pela lista Q (de Félix Sousa). Essas reclamações foram apresentadas durante a contagem de votos, já na madrugada de ontem.

Houve reclamações para a primeira instância e depois para uma segunda instância (o Conselho Superior da Ordem, sedeado em Lisboa), que irá agora analisar as reclamações, durante o dia de amanhã ou de terça-feira.

Contudo, uma vez que as reclamações eram apenas de carácter processual e não colocavam em causa o acto eleitoral, segundo parecer desse mesmo, a mesa de apuramento eleitoral foi fechada ontem cerca das 20.30 horas, permitindo a homologação dos resultados.

Ler noticia integral em Jornal da Madeira, de 2-12-2007.

Sorteio do Euro 2008


Sábado, 7 de Junho
20:45 - Portugal - Turquia, em Genebra

Quarta-Feira, 11 de Junho
18:00- República Checa-Portugal, em Genebra
Terça-Feira, 17 de Junho
20h45- Suiça- Portugal, Basileia

sábado, dezembro 01, 2007

Menina retirada a casal com quem viveu 6 anos



O Tribunal de Vila Real decidiu retirar uma criança de seis anos a uma família de acolhimento para a entregar à mãe biológica. A menina tinha apenas 25 dias quando foi entregue pela Segurança Social a Américo e Graça Carquejo, em Vila Real. O casal vai recorrer aos tribunais para reaver a menina. Segundo a decisão do Tribunal de Vila Real, a criança terá de passar um mês numa instituição onde será feita a reaproximação à mãe biológica.
Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 1-12-2007.

Ordem não quer menina com Baltazar



Se a menina for retirada a Luís Gomes e Adelina Lagarto, estar-se-á perante “um abuso dos interesses da criança, um quase sequestro”, refere um parecer do Colégio de Psiquiatria da Infância e Adolescência (CPIA) da OM, enviado à equipa de pedopsiquiatras de Coimbra que acompanhava a criança.
Na sequência do acórdão do TRC, a equipa chefiada por Beatriz Pena – que também integra o colégio da OM – afastou-se do processo por considerar que a decisão ia causar danos na saúde mental da menina. O CPIA deu-lhes agora razão: “A visita aos pais biológicos vai ter um efeito tóxico na criança e não faz sentido pedir aos médicos que neutralizem esse tóxico. Seria mais lógico evitá-lo”, lê-se. Segundo o parecer, a atribuição do poder paternal ao pai biológico “rompe o vínculo com os pais afectivos”, o que configura “um abuso dos interesses da criança”. E é “algo de inaceitável, vindo de um tribunal que assim se põe à margem de tudo o que foi aconselhado pelos peritos”. “Nenhuma criança pode ser moldada como barro, ou tratada como um peão de xadrez, ignorando a sua vontade, que neste caso é ficar com quem a criou”, diz o Colégio de Psiquiatria do Ordem dos Médicos.
Ler noticia integral em Correio da Manhã, de 1-12-2007.

Marinho Pinto eleito Bastonário da Ordem dos Advogados

Resultados provisórios:


António Marinho Pinto foi eleito Bastonário da Ordem dos Advogados com 7265 votos.
Em segundo lugar ficou Magalhães e Silva com 4366, em terceiro Menezes Leitão com 2973 e em quarto Garcia Pereira com 2205 votos.

Madeira: Lista P venceu as eleições para o CDOA da Madeira




Eram já 2h20min da madrugada quando foi finalizada a contagem dos votos para a Presidência o Conselho Distrital da Madeira.
A Lista P encabeçada por Fernando Campos arrecadou 188 votos contra os 102 da Lista Q encabeçada por Félix Sousa, vencendo assim as eleições para este órgão da O.A. (dados ainda não oficiais).

Aqueles miúdos não dão votos- crónica de Hernâni Carvalho

Os centros educativos têm um nome sonante e é tudo. Não educam, não preparam, apenas adiam. Maioria das vezes, os jovens ali internados chegam à maioridade e são detidos.

Chegados aos 18 anos, saem das pautas dos miseráveis resultados do Instituto de Reinserção Social (IRS) e entram nas prisões.

Os centros deveriam educar, reinserir e preparar para a cidadania. É uma lenga lenga que está na Lei e que é usada em inúmeros, mas inúteis, seminários pagos pelo contribuinte, que ocorrem pomposamente pelo país. São seminários dados por e para funcionários públicos. Ocorrem em horário de expediente, são pagos por todos nós, mas têm resultados nulos.

Os menores que cometem crimes são julgados pelos tribunais de Família e Menores que, em função da gravidade do delito, da personalidade do jovem delinquente e do contexto em que o crime é praticado, decretam uma medida de internamento num centro educativo.

Por cada rapaz internado num centro educativo há dois funcionários. Isto nos números. Porque no terreno há ainda menos gente. O IRS terá funcionários suficientes, mas muito mal distribuidos. O escandâlo é tal que ficaria muito mais barato interná-los em qualquer colégio europeu de primeira categoria.
É só fazer contas. Cada jovem internado custa em média 6000 euros ao Estado Português. Se fosse internado em Eaton (um dos mais caros e elegantes colégios britânicos) custaria 4000 euros e saía de lá a tocar piano, a falar francês, a saber esgrima e a andar a cavalo. Os nossos saem dos centros educativos para as prisões.
Custa mas é verdade! Há excepções. Claro. Mal de nós. Mas a regra é esta. É só consultar os números. Porque é que isto não muda?
Ler crónica integral em Aeiou, de 29-11-2007.