quarta-feira, maio 30, 2007

'Meio' Tribunal muda de casa em Santa cruz

A Câmara Municipal de Santa Cruz, proprietária do imóvel onde aactualmente funciona o Tribunal, já encontrou uma solução provisória para realojar o inquilino, que está num prédio onde parte do tecto ameaça ruir. Um dos dois Juízos vai mudar-se, a 8 de Junho, para um prédio a cerca de 100 metros do tribunal onde já funcionou o Serviço local de Segurança Social.
O outro Juízo vai continuar a funcionar no Tribunal, apoiado pela sala de audiências improvisada no local deixado vago pelo Juízo que se irá mudar. Em Santa Cruz só se realizam julgamentos de processos singulares, uma vez que os colectivos, há algum tempo, foram transferidos para o Funchal.

Supremo: redução de pena por abuso sexual tem em conta idade e desenvolvimento do menor


O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) esclareceu hoje que o acórdão que reduziu a condenação num crime de abuso sexual de menores teve em conta “valores subjacentes à protecção penal, designadamente a idade e desenvolvimento do menor”.
Ler noticia integral em Público, de 30-05-2007.
Para ler na íntegra o Acórdão do STJ clique aqui.

Pais esperam decisão de poder paternal de criança há 5 anos


Em Outubro de 2002, José Paulo Silva separou-se da mulher. A filha tinha um mês. Ana (nome fictício), completa a 3 de Setembro cinco anos, mas o processo de regulação do poder paternal, desencadeado pelo pai, arrasta-se sem qualquer decisão.


Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 30-05-2007.

terça-feira, maio 29, 2007

Livro: Amor de Pai da Drª Maria Saldanha Pinto Ribeiro


Vai ser lançado na Madeira, no próximo dia 1 de Junho, com a presença da autora.

Hora: 18h00.

Local: Salão nobre da ACIF-CCIM), na Avenida Arriaga.

Informação sobre a autora e sobre o livro.

Legislação do dia: 29 de Maio de 2007


Decreto Regulamentar n.º 64/2007

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

Aprova a orgânica da Direcção-Geral da Segurança Social.


Decreto-Lei n.º 214/2007

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

Aprova a orgânica do Instituto da Segurança Social, I. P.


Decreto-Lei n.º 215/2007

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

Aprova a orgânica do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P.


Decreto-Lei n.º 221/2007

Ministério da Saúde

Aprova a orgânica do Instituto da Droga e da Toxicodependência, I. P.

segunda-feira, maio 28, 2007

Decreto-Lei n.º 204/2007, de 28 de Maio


Primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 308/2003, de 10 de Dezembro, que procede à regulamentação da Comissão da Liberdade Religiosa, criada pela Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho.

sábado, maio 26, 2007

A delinquência juvenil e a lei

Eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens."Pitágoras (582 a.C. – 496 a.C.)
Infelizmente a delinquência juvenil está na ordem do dia. Segundo o último estudo conhecido, a PSP registou, só em 2005, 2967 processos de delinquência, mais 188 casos que no ano anterior. Esse estudo demonstra que há cada vez mais jovens autores de crimes, há cada vez mais pessoas vítimas de crimes praticados por menores e é nas zonas periféricas das grandes cidades, sobretudo de Lisboa e do Porto, que habitam os principais grupos de delinquentes.
Como principais factores da delinquência juvenil são tradicionalmente apontados os seguintes:
• a disfunção familiar que é considerado o factor mais importante, devendo realçar-se a este nível o mau exemplo dos pais, a falta de autoridade, designadamente paternal, porque o pai não existe, está ausente ou não intervém; a falta de transmissão de valores, porquanto os pais estão demasiado absorvidos pela profissão e deixam os filhos entregues a si próprios e os desequilíbrios ao nível afectivo, por excesso de protecção ou falta de afecto. A ausência do pai com a consequente impossibilidade dos rapazes se identificarem com padrões masculinos de referência como o apoio à mãe, a autoridade, o estabelecimento de regras e limites é considerada como uma das causas mais comuns de trajectos delinquentes;
• a falta de supervisão, de acompanhamento por parte dos pais, de disciplina adequada assim como os conflitos, o comportamento criminoso dos pais e uma atitude complacente para com a delinquência;
• a violência familiar;
• a pobreza familiar;
• a inactividade dos pais que em muitos casos vivem dependentes de subsídios, como o Rendimento de Inserção Social e o subsídio de desemprego;
• o abandono emocional dos filhos, sendo a indiferença a sua pior forma;
• os distúrbios mentais quer dos filhos, quer dos pais;
• o insucesso, absentismo e abandono escolar resultantes, muitas vezes, do facto de os pais não terem estudado e de não acharem importante que os seus filhos estudem;
• o rápido crescimento físico dos jovens sem ser acompanhado por uma maturidade afectiva, intelectual ou psicossocial;
• a incapacidade de lidar com situações frustrantes;
• o consumo de álcool e de drogas;
• experiências sexuais precoces, note-se que no que toca a mães com idades inferiores a 16 anos Portugal ocupa o 2.º lugar na Comunidade Europeia, atrás do reino Unido, com 7.000 bebés filhos de mães adolescentes por ano. Se contabilizarmos as mães precoces até aos 16 anos estamos mesmo em primeiro lugar;
• a sociedade permissiva em que o jovem exige tudo dos outros e nada exige de si próprio;
• a banalização de sentimentos como a angústia e o tédio, com o desaparecimento das referências culturais, éticas, religiosas e humanistas tradicionais;
• o ambiente específico de certos meios sociais de risco, onde a pobreza, o isolamento, a delinquência e a prostituição estão presentes diariamente;
• a influência da TV e da Internet, sendo que a criança quanto mais pequena mais vulnerável é em termos emocionais. A TV tornou-se a mais popular baby-sitter de muitas famílias não só em Portugal como no resto do mundo. As formas de delinquência juvenil mais comuns são:• a delinquência tradicional de apropriação;
• o vandalismo em bando;
• a violência escolar;
• o “hooliganismo”;
• a violência racista;
• a criminalidade lúdica em que o jovem transgride para quebrar a monotonia (ex: graffitis nas paredes):
• o “bullying” em que um jovem ou um grupo de jovens pratica actos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender;
• a “happy slapping” em que os jovens agridem física ou sexualmente, um qualquer transeunte ou utente do transporte público e os seus companheiros filmam a cena com os seus telemóveis e divulgam-na pela Internet, para ser partilhada.
Segundo o artigo 19.º do Código Penal Português só quem tiver 16 anos ou mais é responsável penalmente.
No caso de actos qualificados como crimes praticados por menor de 12 anos, a resposta do sistema judicial passa por uma intervenção social de solidariedade e protecção não punitiva, com a instauração de um processo de promoção e protecção nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco ou nos Tribunais. Entende-se que a criança está numa situação de perigo.
No caso de “crimes” cometidos por jovens com mais de 12 anos e menos de 16 anos, os mesmos são julgados à luz do sistema tutelar educativo que aplica as medidas consideradas adequadas à idade dos jovens. O objectivo destas medidas é a educação do menor para o direito com a sua consequente inserção de forma digna e responsável na sociedade. As medidas tutelares encontram-se tipificadas no artigo 4.º da Lei n.º 166/99, de 14 de Setembro e são as seguintes: a admoestação;• a privação do direito de conduzir ciclomotores ou de obter permissão para os conduzir; a reparação ao ofendido; a realização de prestações económicas ou de tarefas a favor da comunidade; a imposição de regras de conduta; a imposição de obrigações; a frequência de programas formativos; o acompanhamento educativo; e o internamento em centro educativo, que pode funcionar segundo o regime aberto, semiaberto ou fechado.
Os maiores de 16 anos que não tenham completado 21 anos e que cometam crimes, beneficiam de um regime especial que estipula a possibilidade de aplicação, em certas condições, de medidas pensadas para os inimputáveis em razão da idade e consagra um principio de atenuação especial da pena de prisão sempre que razões de reinserção social o aconselhem — DL n.º 401/82, de 23 de Setembro.
Convém ainda referir que os menores e as pessoas obrigadas a vigiá-los podem vir a ser responsabilizadas civilmente pelos danos causados a terceiros pelos menores — artigos 483.º, 488º, 489.º e 491.º do Código Civil.
A delinquência juvenil é uma questão social e como tal é também uma questão política que reclama a implementação de medidas de prevenção que combatam a delinquência juvenil através de políticas integradas. Na verdade os jovens têm uma grande necessidade de afirmação enquanto pessoas e quando não encontram forma de se afirmarem de forma positiva fazem-no de forma negativa. Daí a necessidade de implementar medidas que promovam o apoio às famílias, o combate ao consumo de bebidas alcoólicas e de estupefacientes, a criação de redes de terapia e mediação familiar, o apoio à educação, a cultura de não-violência, as boas condições habitacionais, uma intervenção atempada das Comissões de Protecção de Menores e Jovens em Risco, dos Tribunais e das instituições de saúde sobretudo das especialidades de saúde mental infantil e juvenil. No combate à delinquência Juvenil a escola tem um papel fundamental pelo que deverá ser uma escola inclusiva e exigente, com estratégias positivas quanto a comportamentos, promovendo atitudes e medidas anti-bullying em que através do castigo, compromisso, negociação, mediação e criatividade se vão encontrando soluções para a indisciplina escolar, com oferta de boas oportunidades académicas e não-académicas, com um vasto leque de actividades positivas de desporto e de ocupação de tempos livres.
Finalizo com as palavras do pedopsiquiatra Pedro Strecht, “Qualquer criança ou adolescente tem em si mesmo a possibilidade de vir a ser muitas coisas. Depende de nós”.
Mário Rodrigues da Silva
Texto publicado no Jornal da Madeira, de 26-05-2007.

Livro: O Negócio de Bebés - Como o Dinheiro, a Ciência e a Política Comandam o Comércio da Concepção, de Debora L. Spar


Excelente livro desta professora de Gestão de Empresas (Centro Spangler Family) na Harvard Business School.

Para mais informações clique aqui.

Revista do CEJ, 2º Semestre de 2006, nº 5


Neste livro destaco o seguinte artigo:
Los procedimentos judiciales en matéria de família en el âmbito comunitário, de Pacual Ortuño Muñoz.

Dadoras de óvulos recebem entre 750 e 1000 euros


Fonte da imagem: www.olharvital.ufrj.br/.../edicoes/051/faces.jp

As mulheres portuguesas que doam óvulos para casais inférteis podem vir a receber entre 750 a 1000 euros. A legislação sobre Procriação Medicamente Assistida, cuja regulamentação e entrada em vigor está prevista para breve, proíbe a venda de gâmetas (óvulos e esperma), mas prevê uma compensação financeira às dadoras.
Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 26-05-2007.

Dez por cento dos juízes não julgam


Cento e sessenta e quatro juízes estavam em comissão de serviço em 2006, encontrando-se fora da magistratura, o que representa quase dez por cento do universo de magistrados judiciais. Os números são do Conselho Superior da Magistratura e podem ser consultados no relatório anual daquele órgão, aprovado em Março passado mas só agora divulgado no site do organismo.
Ler noticia integral em Correio da Manhã, de 26-05-2007.

Aprovação do Código Penal prevista para Junho e do Processo Penal para Julho

Os novos Códigos Penal e de Processo Penal, em discussão na especialidade no Parlamento, deverão ser votados a 12 de Junho e a 20 de Julho, respectivamente, anunciou hoje o presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais.
O deputado socialista Osvaldo de Castro falava na II Conferência Europeia sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que decorre em Lisboa.
Ler noticia integral em Destak, de 26-05-2007.

Portugal vai ter base de dados genética para registo criminal de pedófilos

Fonte da imagem: Destak.

O secretário de Estado Adjunto e da Justiça anunciou hoje que a criação de uma base de dados genética de perfis de ADN com fins criminais e civis vai também permitir o registo criminal de pedófilos.
Conde Rodrigues falava à Agência Lusa no final da sessão de abertura da II Conferência Europeia sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente que decorre em Lisboa, sessão que coincide com o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, que hoje se assinala.
Ler noticia integral em Destak, de 26-05-2007.

sexta-feira, maio 25, 2007

Madeira: Conferência- O Estado da Justiça em Portugal- Dr. António Marinho


Assume-se como um "advogado de província" (Coimbra). Controverso, é conhecido pela sua frontalidade, principalmente nas críticas às magistraturas. O causídico coimbrão, que no último sufrágio ficou separado por pouco mais de 900 votos do cargo de bastonário está hoje na Madeira para, às 17h30, no auditório do edifício do Golden Gate falar sobre "O Estado da Justiça em Portugal".

Conferência "Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente"


O Instituto de Apoio à Criança Organiza hoje a II Conferência Europeia "Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente".
Esta Conferência realiza-se no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas
Local: Novo Auditório da Assembleia da República, Praça de São Bento, LISBOA
Contactos: Instituto de Apoio à Criança Largo da Memória 14, 1349-045 Lisboa
Tel.: 213 617 880 Fax: 213 617 889 E-mail: iacsede@netcabo.pt

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas



No dia 25 de Maio de 1979, uma criança de 6 anos desapareceu em Nova Iorque. A partir deste dia, cada ano, muitas organizações comemoraram este dia. Em 1983 o presidente norte-americano Ronald Reagan declarou este dia como “dia das crianças desaparecidas.
No entanto só em 1983 é que os EUA oficializaram esta data.Neste âmbito, criou-se a Federação Europeia para as Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, (European Federation for Missing and Sexually Exploited Children), sendo oficialmente apresentada a 4 de Maio de 2001, no Parlamento Europeu. O Instituto de Apoio à Criança foi a única organização portuguesa convidada a integrar esta Federação.Na Europa, em 2002 este dia foi assinalado pela Child Focus, ONG belga parceira do IAC, e contou com o patrocínio de sua Alteza a Rainha dos Belgas. No ano seguinte, outros países juntaram-se à iniciativa Portugal, França, Holanda, República Checa, Polónia, Alemanha e Reino Unido.O Instituto de Apoio à Criança assinala o Dia 25 de Maio a partir de 2003.

quinta-feira, maio 24, 2007

Quase metade das crianças está em risco por negligência dos pais


Os pais das crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 10 anos são responsáveis por quase metade dos processos analisados em 2006 pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) em Risco, na Madeira. Esta aparente demissão dos pais e tutores no processo de crescimento das crianças acaba por resultar, mais tarde, em maus tratos físicos e psicológicos, em comportamentos desviantes e no abandono escolar. Esta é uma das leituras que se pode extrair do relatório anual (2006) de avaliação da actividade das comissões.

Decreto-Lei n.º 201/2007, de 24-5


Primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 173/2003, de 1 de Agosto, isentando as vítimas de violência doméstica do pagamento de taxas moderadoras no acesso à prestação de cuidados de saúde.

Juízes protestam contra lei da política criminal


Aumenta a contestação dos juízes contra a proposta de lei da política criminal, que é debatida na generalidade, amanhã, na Assembleia da República. Santos Cabral, ex-director da Polícia Judiciária, Mouraz Lopes, ex-dirigente da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), e Guilherme da Fonseca , juiz conselheiro jubilado do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal de Justiça, são apenas o rosto visíveis de uma contestação de fundo que teme o fim da autonomia do Ministério Público (SMMP).

Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 24-05-2007.

1,2 milhões de crianças traficadas no mundo

Mais de 1,2 milhões de crianças são anualmente vítimas de tráfico humano, muitas delas vendidas como escravas, revelou há dias a UNICEF. Quando uma criança - dos 2,2 mil milhões que existem no mundo - desaparece, as possibilidades são inúmeras: fuga, rapto, crime, pedofilia, prostituição. Dúvidas que preocupam milhares de famílias em todo o mundo. É em solidariedade com elas e para recordar todos aqueles cujo destino continua desconhecido que se assinala amanhã o Dia Internacional da Criança Desaparecida.
Ler noticia integral em Diário de Noticias, de 24-05-2007.