quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Eleições para a ASJP- 25 de Março de 2006
LISTA "UNIR OS JUIZES, GANHAR O FUTURO"-baptistacoelho.net
DIRECÇÃO NACIONAL
Presidente
Alexandre Ferreira Baptista Coelho- Évora (Relação)
Vice-Presidente
José Fernando Cardoso Amaral- Gondomar (Círculo)
Secretário Geral
Benjamim Magalhães Barbosa- Lisboa (T. Administrativo)
Vogal
João Guilherme Gato Pires da Silva- Abrantes
Vogal
António José Barrocal Fialho- Seixal
Tesoureiro
Alexandra Coelho Martins- Loures (T. Tributário)
Suplentes:
Maria José Raminhos Leitão Nogueira- Lisboa (Juízos Criminais)
Eva Dulcinea Rebelo Almeida- V.N. Famalicão
Helena Isabel Silvestre Pereira Cravo- Loulé
CONSELHO GERAL
Conselheiros:
Manuel Jorge França Moreira- Porto (Relação)
Henrique Jorge Baptista de Lacerda Pavão- Faro (Círculo)
Manuel Lopes Madeira Pinto- Porto (Família e Menores)
Pedro Miguel Bengala Reis da Cunha Lopes- Lisboa (Varas Criminais)
Luís Miguel Jardim Baptista Ramos Lopes- Santarém (Trabalho)
Mário Pedro Martins Assunção Seixas Meireles- Guarda (círculo)
Manuel António Carmo Bargado- Lisboa (Varas Cíveis)
José Manuel Ferreira de Araújo Barros- Ponta Delgada (círculo)
Joaquim Pereira do Cruzeiro- Leiria (T. Administrativo)
Ana Sofia Bastos Wengorovious- Setúbal
António Luís Terrível Cravo Roxo- Ol. Azeméis (Círculo)
Teresa do Rosário Ferreira de Sousa- Porto (Varas Cíveis)
Mário Sérgio Ferreira Rodrigues da Silva- Funchal (Menores e Família)
Suplentes:
José Augusto Gouveia de Barros- Lisboa (Varas Cíveis)
João Nuno dos Santos Caldeira Jorge- Lisboa (assessor STJ)
João Diogo de Frias Rodrigues- Leiria (Trabalho)
Higina Maria Almeida Orvalho da Silva Castelo- Lisboa (Varas Cíveis)
Maria da Graça Magalhães Agrelo- Faro
CONSELHO FISCAL
Presidente
Alziro Antunes Cardoso- Porto (Relação)
Maria Manuela Gago Barracosa- Jubilada
Carlos Barata de Jesus Gouveia- Lisboa (T. Administrativo)
Suplente:
Joaquim Jorge da Cruz-Faro
ASSEMBLEIA GERAL
Presidente
Orlando Viegas Martins Afonso-Évora (Relação)
Secretária
Maria João Vasques Sousa e Faro- Lisboa (Varas Cíveis)
Secretária
Isabel Dolores Marques de Oliveira- Oliveira do Bairro
REGIONAL NORTE
Direcção
Secretária Regional
Lina Aurora Ramada Castro Bettencourt Baptista- Maia (Círculo)
Alberto Eduardo Monteiro Paiva Taveira- Vila Nova de Gaia
Pedro Miguel Freitas Sotto Mayor Meneses- Paredes
Suplentes:
Manuel Domingos Alves Fernandes- Porto (Varas Cíveis)
Manuel José Cardoso Torres Ramos da Fonseca- Viana do Castelo
Conselho Geral
Conselheiros
José António M. Estelita Mendonça-Guimarães (Relação)
Jorge Manuel Alves Almeida Esteves- Matosinhos
Joel Timóteo Ramos Pereira-S.M.Feira (Círculo)
Nuno Miguel Jesus Lopes Matos-Maia
Suplentes:
José Alberto Vaz Carreto-Bragança (Círculo)
Ana Maria Silva Pinho Ferreira-Gondomar
REGIONAL CENTRO
Direcção
Secretário Regional
Raúl José Cordeiro-Aveiro (Círculo)
Maria João Roxo Velez-Pombal
Marco António Aço Borges-Leiria
Suplentes:
Sílvia Gil Saraiva-Tomar (Trabalho)
Ana Carla Gonçalves Ferreira Seixas Meireles-Viseu (I.C.)
Conselho Geral
Conselheiros
Maria do Céu Neves Coimbra (T. Administrativo)
Heitor Bernardo Cardoso Vasques Osório-Guarda (Círculo)
Luís Filipe Dias Cravo-Coimbra
Joaquim M. A. Correia Pinto-Leiria (Círculo)
Suplentes:
Fernando Manuel Matos Azevedo Correia Chaves-Viseu (Círculo)
Ana Tânia Melro Vidal
Sabugal
REGIONAL SUL
Direcção
Secretário Regional
Jorge Manuel Langweg-Faro (Círculo)
Manuel Alexandre Teixeira Advínculo Sequeira-Portimão (Círculo)
António Antunes Gaspar-Santarém (I.C.)
Suplentes:
Olinda M. Campos Amaral-Faro (I.C.)
Catarina Isabel Almeida Teodósio Aguilar Serra-Ourique
Conselho Geral
Conselheiros
Eduardo José Oliveira Azevedo-Santarém (círculo)
Lídia Renata Goulart Whytton da Terra-Lisboa (Família e Menores)
José António Rocha Capacete-Lisboa (Varas Cíveis)
Arménia Cristina Sá Albergaria Giro-Olhão
Suplentes:
José António Penetra Lúcio-Évora (T.I.C.)
Amélia Glória Tavares Gil-Loulé
MANDATÁRIOS
Jerónimo Joaquim Marques Freitas-Loures (Trabalho)
José Maria Sousa Pinto-Coimbra (Relação)
Octávio Castelo Paulo-Juiz Conselheiro Jubilado
LISTA: RUMO, ESTRATÉGIA E ATITUDE-
LISTA DE CANDIDATOS-
Direcção Nacional
Presidente António Francisco Martins-Relação de Coimbra
Vice-presidente Luís Miguel Ferreira de Azevedo Mendes-Tribunal de Trabalho da Figueira da Foz
Secretário Geral Manuel Henrique Ramos Soares-Círculo Judicial de Almada
Tesoureiro Maria Margarida Machado de Almeida Fernandes-17ª Vara Cível de Lisboa
Vogal Branca Maria Pinto Rodrigues Macedo Varela-Vara Mista de Vila Nova de Gaia
Vogal Maria Teresa Figueiredo Mascarenhas Garcia Caridade Freitas2º Juízo Cível da Comarca de Amadora
Vogal Suplente Frederico Manuel Frias Macedo Branco-Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra
Vogal Suplente Filipe César Vilarinho MarquesTribunal Judicial de Melgaço
Vogal Suplente João Ricardo Carvalho CarreiraTribunal Judicial de Moita
Assembleia Geral
Presidente da Mesa João Inácio MonteiroRelação do Porto
Secretário da Mesa Ana Paula Soares Ferreira GuedesCirculo Judicial de Viseu
Secretário da Mesa Augusta Maria Pinto Ferreira Rodrigues Palma2º Juízo do Tribunal Judicial de Seia
Conselho Fiscal
Presidente João Carlos Barros CaldeiraSupremo Tribunal de Justiça (jubilado)
Vogal José Alberto Martins dos Reis8ª Vara Criminal de Lisboa
Vogal Manuel Ribeiro MarquesTribunal de Família e Menores de Faro
Vogal Suplente Cristina dos Santos Silva Marinho10º Juízo da Pequena Instância Cível de Lisboa
Direcção Regional Norte
Secretário Regional Luís Miguel Vaz de Fonseca MartinsCirculo Judicial de Santa Maria da Feira
Vogal Paula Alexandra da Silva Cardoso5º Juízo Cível de Matosinhos
Vogal Maria dos Anjos Sousa Melo Nogueira2ª Vara Cível do Porto
Vogal Suplente Madalena Augusta Parreiral CaldeiraTribunal de Família e Menores de Vila Nova de Gaia
Vogal Suplente Rita Fabiana de Figueiredo e Castro da Mota Soares1º Juízo do Tribunal Judicial de Marco de Canavezes
Direcção Regional Centro
Secretário Regional José Manuel Lourenço Quaresma2º Juízo Criminal de Coimbra
Vogal Nuno Pedro Souto de Miranda CatarinoTribunal Judicial de Vagos
Vogal António Luís de Oliveira CarvalhãoTribunal de Trabalho de Aveiro
Vogal Suplente Maria Manuel Rijo de Araújo e Silva1º Juízo da Comarca de Anadia
Vogal Suplente Maria Helena Lamas Marques Correia4º Juízo Criminal de Coimbra
Direcção Regional Sul
Secretária Regional Rosa Maria Colchete de Vasconcelos-Vara Mista de Sintra
Vogal Vítor Sérgio Sequinho dos Santos-Circulo Judicial de Beja
Vogal Luís José Cardoso Ribeiro-Vara Mista de Setúbal
Vogal Suplente Filipe João Aveiro de Sousa Marques-Circulo Judicial de Loulé
Vogal Suplente Tiago Rafael da Silva Moura Pires Pereira-Tribunal Judicial de Redondo
Conselho Geral
lLista NacionalManuel José Aguiar PereiraRelação de Lisboa e Centro de Estudos Judiciários
Carlos Luís Medeiros CarvalhoTribunal Central Administrativo do Porto
Maria Fátima Mata Mouros Aragão Soares Homem6ª Vara Criminal de Lisboa
António Júlio Costa SobrinhoVara Mista de Braga
Cristina Luísa Pinheiro Xavier da Fonseca-Circulo Judicial de Viana do Castelo
Artur José Carvalho de Almeida Cordeiro-1ª Vara Cível de Lisboa
Adelina da Conceição Cardoso Barradas de Oliveira-1ª Vara Mista de Loures
Gonçalo David da Fonseca Oliveira Magalhães-3º Juízo da Comarca de Paços de Ferreira
Maria da Conceição Alves Gonçalves-Circulo Judicial de Barreiro
Luís Fernando Machado Pires-Círculo Judicial de Vila Real
Micaela Marisa da Silva Sousa-Tribunal de Trabalho do Funchal
Ana Carina Travassos Garcia Bastos-2º Juízo Criminal do Porto
Suplentes
João Manuel Araújo Ramos Lopes-Vara Mista de Braga
José Carlos Pereira Duarte-8ª Vara Cível de Lisboa
Artur Dionísio do Vale dos Santos Oliveira-4º Juízo Cível de Barcelos
Ana Cristina Salvador Guerreiro da Silv-a1ª Vara Cível de LisboaJ
oão Carlos Crespo Felga-r1º Juízo de Execução de Lisboa
Lista Norte
José Manuel Saporiti Machado da Cruz Bucho-Circulo Judicial de Gondomar
Narciso Magalhães Rodrigues-Circulo Judicial de Paredes
António Manuel Mendes Coelho-Circulo Judicial de Santa Maria da Feira
Ana Rute Alves da Costa Pereira-3º Juízo da Comarca de Valongo
Nuno Marcelo de Nóbrega dos Santos de Freitas Araújo-1º Juízo da Comarca de Espinho
Suplentes
Renata Linhares de Castro Machado de Oliveira-2º Juízo Cível de Vila do Conde
Nelson Manuel dos Reis Salvadorinho-Bolsa de Juízes do Distrito Judicial do Porto
Lista Centro
Paulo Eduardo Cristão Correia-Vara Mista de Coimbra
Gil Vicente Ribeiro Cardoso da Silva-2º Juízo Criminal de Leiria
Ana Cláudia Figueiredo dos Santos de Cáceres Pires-Tribunal Judicial de Ansião
António Domingos Pires Robalo-Circulo Judicial de Castelo Branco
Fernando Jorge Prata dos Santos Andrade-Tribunal Judicial de Sertâ
Suplentes
Artur Manuel da Silva Oliveira-Circulo Judicial de Figueira da Foz
Nelson Nunes Fernandes-Circulo Judicial de Pombal
Lista Sul
José Manuel Duro Mateus Cardoso-Tribunal da Relação de Lisboa
João Henrique Pinto Gomes de Sousa-Circulo Judicial de Évora
António João Casebre Lata-sCentro de Estudos Judiciários
Pedro Afonso Lucas-Circulo Judicial de Vila Franca de Xira
Paulo Jorge Tavares Fernandes da Silva-Assessor no STJ
Suplentes
Maria Eduarda de Mira Branquinho-Tribunal de Trabalho de Évora
Cristina da Conceição Pires Lourenço-Circulo Judicial de Portalegre
Mandatários
Manuel Cardoso Miguês Garcia-Relação de Guimarães
Raul Eduardo Nunes Esteves-1ª Vara Criminal de LisboaRepresentante na Comissão Eleitoral
José Manuel Costa Galo Tomé de Carvalho-2º Juízo do Tribunal Judicial de Portalegre
Parlamento discute protecção de menores
A proposta do CDS-PP prevê a criação de uma espécie de base de dados, que visa por fim à actual falta de articulação entre as várias entidades que trabalham com crianças em risco. O projecto de resolução pretende promover a partilha de informações entre organismos como a segurança social, os tribunais de família e as comissões de protecção de menores.
Dar mais poderes às comissões de menores, incluindo a competência para recorrer da decisão de arquivamento de determinado caso pelo Ministério Público: esta será uma das questões hoje discutidas no Parlamento, quando forem apresentados dois projectos de alteração da Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, do PCP e Bloco de Esquerda. Tudo indica que serão travados pela maioria PS amanhã, na altura da votação: a lei está actualmente em processo de regulamentação e a ser avaliada pela própria Assembleia da República.
Maioria das vítimas portuguesas calam agressões e não pedem justiça
A maioria das vítimas portuguesas não apresentam queixa junto das autoridades. Também não pedem indemnizações nos casos graves. E muitos dos objectos furtados encontrados pelas polícias não são reclamados. Os cidadãos têm falta de informação e de confiança na Justiça, argumentam os técnicos. Hoje é o Dia Europeu da Vítima de Crime.
A pilula permitiu o sexo sem filhos, o futuro será ter filhos sem fazer sexo
Adiar a maternidade poderá deixar de ser um problema para as mulheres, acredita Carl Djerassi. A ciência, tal como lhes permitiu controlar a fertilidade, poderá ajudá-las a ser mães sem risco quando biologicamente isso é já um desafio e um problema.
Cada vez mais as mulheres adiam a maternidade. O que é possível graças à pílula. Mas isto levanta o problema crescente das gravidezes de risco. O que pensa desta situação?
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Assaltou um banco vestido de mulher
O assalto ocorreu esta segunda-feira no National Australia Bank em Bayswater. Ao fim da manhã, o assaltante entrou no banco e apontou uma arma aos funcionários.
Depois de visionada a cassete de segurança, as autoridades afirmam que o assaltante, que vestia uma saia às flores, camisola, peruca preta e calçava patins em linha, era realmente um homem.
As autoridades pedem a ajuda da população, já que consideram «que alguém deve ter visto esta figura a patinar por aí».
Pequena criminalidade pode sair dos tribunais
É a ideia dos julgados de paz ou da mediação cível que se pretende estender agora ao processo-crime e que assenta numa “forma social de resolução de conflitos”, explicou o ministro da Justiça, Alberto Costa, ao PÚBLICO.
EUA exibe condenados por crimes sexuais
O estado do Mississipi, nos EUA, vai exibir os nomes e as fotografias dos condenados por crimes sexuais, em cartazes colocados ao longo das auto-estradas, avança a BBC.
As autoridades confirmaram que vão ser colocados cerca de 100 cartazes, dando particular destaque aos indivíduos que violaram menores. «O objectivo é fazer com que o público esteja consciente dos crimes que estes indivíduos cometeram», disse um responsável.
As autoridades pretendem ainda «envergonhar» os que engravidam menores, para isso, vão consultar as certidões de nascimento, à procura de casos de violação. No Mississipi, o sexo com menores de 16 anos é considerado violação, e há registos de mães com 10 anos de idade.
As associações de direitos humanos afirmam que a medida é desnecessária, porque o público toma conhecimento dos crimes quando os indivíduos são detidos.
Esta não é a primeira medida polémica das autoridades do Mississipi. A mais controversa até agora é a inclusão de nomes e fotos de pais que não pagaram a pensão de alimentos nas listas dos «procurados», afixadas em locais públicos.
Em alguns estados norte-americanos, as autoridades exigem que os condenados por crimes sexuais sejam identificados em documentos como a carta de condução.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Sem dormir para ver a Quinta das Celebridades
«Recebemos vários relatos de que as crianças fazem muitas birras ou estão muito inquietas o que é atribuído em alguns casos a hiperactividade. No entanto, ao falar com os menores acabamos por perceber que muitas vezes simplesmente não dormem as horas suficientes», adiantou ao PortugalDiário Paula Carqueja, presidente da comissão de protecção de crianças e jovens em risco do Porto Ocidental.
A presidente explicou que quando dava o programa quinta das celebridades era fácil perceber que as crianças ficavam a ver até tarde a seguir a transmissão tendo aulas às nove da manhã. «Muitas têm televisão no quarto o que dificulta o controlo», explicou.
«Também tive um caso em que a mãe ia com o filho de um ano todos os dias para o café até à uma da manhã. Os hábitos são fundamentais para que as crianças possam ter um crescimento saudável. Infelizmente ainda não há uma consciência de que as crianças são sujeitos de direitos. É necessário uma formação familiar para também ensinar os pais a não cometerem estes "erros"», exemplificou.
Pais deixam filhos sem comer
«Há pouco tempo tivemos um caso de um pai viúvo, de um estrato muito elevado, que deixava os seus três filhos pequenos irem para a escola sem pequeno-almoço. Além disso, não levavam lanche para o meio da manhã, nem dinheiro. O almoço era umas sandes e não tinham horas para jantar ou para dormir», contou Paula Carqueja da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em risco do Porto Ocidental.
A responsável explicou que as mesmas crianças iam para a escola dias seguidos com o mesmo vestuário, apresentavam sinais de não ter dormido e começaram a mostrar sinais de que não eram «cuidadas» em casa. A escola foi a entidade que começou a notar as negligências e a alteração de comportamento nos menores. A comissão foi alertada e agora acompanha o caso. «Estavam entregues a eles próprios».
Já na classe média os casos estão normalmente relacionados com a má gestão financeira das famílias. «Existem algum dinheiro, no entanto, é gasto no início do mês. Aí os pais compram os pequenos-almoços nos cafés e dão as guloseimas aos filhos. Quando o dinheiro começa a faltar há crianças que passam a ter apenas o leite da escola como alimento», contou.
«Por vezes não há dinheiro para as necessidades básicas, mas os pais acabam por aceder aos desejos consumistas dos mais novos. Tive um pai nestas condições que comprou umas sapatilhas de 100 euros para a filha», salientou Paula Carqueja.
Mas a negligência não passa só pela alimentação e má gestão de recursos financeiros. «Quando fazemos visitas domiciliárias é frequente encontrarmos crianças de 10 anos a tomarem conta de bebés de um ou dois anos. As fraldas estão mal postas e por vezes os mais velhos deixam cair os bebés», exemplificou.
A paternidade precoce potencia também em alguns casos a negligência. Paula Carqueja, explica como por vezes é difícil proteger os mais novos quando a pro
domingo, fevereiro 19, 2006
Carnaval na Madeira-1905
Homem engole nariz da namorada
Por se tratar de uma noticia insólita e passada em familia aqui se deixa o seguinte post: Fonte: Portugal Diário, de 19-02-2006 Uma família estava sentada num restaurante em Tulsa, Estados Unidos, quando assistiu a uma cena caricata: do outro lado da rua, uma mulher saía de uma casa com um lenço cheio de sangue sobre o nariz. O namorado tinha-lhe mordido o nariz, disse. A família rapidamente chamou a polícia e uma ambulância. Quando os paramédicos chegaram, depararam-se com um cenário mais macabro: não foi uma simples trincadela. Greg Hill arrancou o nariz da namorada Jody Bennett à dentada, noticia a ABC News. «Ainda procurámos pelo nariz mas chegámos a conclusão que ele o teria engolido», diz o capitão da polícia Larry Edwards. Uma ambulância levou Jody, de 37 anos, para o hospital local. A polícia falou com os médicos das urgências sobre a hipótese de fazerem uma lavagem aos estômago do namorado para encontrarem o nariz, mas os clínicos responderam que, com o ácido do estômago, o nariz já estaria destruído, pelo que a hipótese não era válida. A polícia teve de usar da força para deter o resistente Greg, de 45 anos, que negou ter arrancado o nariz à namorada à dentada. Foi acusado de agressão, resistência à detenção e destruição de provas. |
"Papás multibanco" acreditam que dinheiro substitui afectos
Fonte: Diário de Noticias, de 19-02-2006 "É um tipo de miúdo que, se não for agarrado a tempo pode entrar na marginalidade, no consumo de drogas. Porque isso representa entrar num caminho onde não há limites", explica a psicóloga Andreia Moniz. O Bernardo foi um dos seus doentes mais difíceis. Motivo de uma educação centrada no bem-estar físico. A atenção, o carinho e a partilha de experiências em família foi substituída por bens de consumo. É o pior exemplo dos efeitos dos "papás multibanco", uma definição de Victor Cerqueira, formado em Ciências de Educação. É professor e o que vê? "Vejo alunos com telefones de última geração. Roupas de marca. Os pais demitem-se da sua função, que é definir regras, impor limites, exercer a autoridade. É mais difícil dizer 'não' do que 'sim'". Tende-se a substituir isso pelo multibanco, muitas vezes com sacrifício", explica. O termo surgiu depois de dizer que solução para os problemas de um jovem seria abrirem uma conta e darem-lhe um cartão multibanco. Um aluno não percebeu a ironia e disse: "Isso mesmo!" "Os pais de hoje têm tão pouco tempo para os filhos que estes deixam de ser uma prioridade. Têm sentimentos de culpa e acabam por compensar com as coisas materiais. Como se assim pudessem substituir os afectos", acrescenta Andreia Moniz, responsável pelo gabinete de psicologia Psicodam e onde Victor Cerqueira prepara outros profissionais para lidarem com estas situações. Mudanças. Hoje, as pessoas têm menos tempo, sobretudo os que vivem em Portugal, diz a socióloga da família Maria das Dores Guerreiro. "Somos o país em que se consome mais tempo fora de casa, tanto no trabalho como nos transportes. Temos a semana de 40 horas, o que já não acontece em muitos países da UE, e há sectores com cargas horárias muito díspares. Temos a maior taxa de actividade das mulheres a tempo inteiro. Ambos os membros do casal trabalham e investem no bem-estar da família. Para dar aos filhos o que não tiveram. "A sociedade evoluiu muito, "mas passou-se do 8 para 80, a todos o níveis. Passou-se de uma disciplina rígida para a ausência de disciplina", acrescenta Victor Cerqueira. O bem material surge para compensar a ausência, o abandono. Há também quem superproteja a criança, resolvendo-lhe os obstáculos e comprando-lhe tudo. Mas, alertam os técnicos, quando a situação se torna um problema é porque existem outros pontos críticos. A terapia começa com o filho e acaba na família. E até a ida ao psicólogo começa por ser uma forma de "comprar" a resolução de um problema. "Os pais do Bernardo pagaram para alguém lidar com o filho. Disse-lhes que eles é que tinham de tomar uma decisão", conta Andreia Moniz. O rapaz chumbou e os pais mandaram-no para um colégio interno em Espanha nas férias. Foi castigado. Ouviu muitos nãos. Demorou três anos para perceber que viver em sociedade implica regras e que nem tudo pode ser comprado. Aprendeu a lidar com limites e a frustração de não ter tudo. A partir da adolescência, a terapia tem que ser feita quase exclusivamente com o doente. «Chamamos a atenção dos pais para o que não devem fazer, mas trabalha-se a maturidade do jovem. Explica-se que tudo o que faça tem implicações na sua vida. No final, já era o Bernardo que dizia aos pais o que estavam a fazer de errado com a irmã mais nova." Isto para que o jovem não chegue à idade adulta com um comportamento de criança. E, como a birra já não consegue um emprego, uma promoção, acaba por sentir-se frustrado. Pedro, sete anos, desafiava tudo e todos. Só obedecia com tareia. "Parece que gosta de apanhar", dizia a mãe, com quem vivia desde os dois anos. Os pais eram divorciados. A irmã, mais velha era bem diferente. Ao Pedro faltou a autoridade paternal, uma característica comum a crianças com este tipo de comportamento. O que também acontece quando o progenitor passa pouco tempo em casa. Os pais tinham dificuldades financeiras para lhe darem tudo o que queria. Foi uma professor que aconselhou a ida ao psicólogo. O Pedro entrou no consultório sem cumprimentar, embirrou que não ficava com a psicóloga, depois que não brincava com os objectos próprios da terapia. Andreia Moniz explicou-lhe que a consulta tinha 30 minutos e ou aproveitava para brincar ou continuava aos gritos. Houve também um trabalho com a família. São os pais que têm de arranjar alternativas de comportamento. Estar com eles. Dizer "não" quando é preciso, explicando-lhes porquê. O Pedro era outro ao fim de ano e meio. O pediatra Mário Cordeiro diz que estes exemplos não fazem a regra. "A parentalidade é vivida hoje de uma maneira como nunca foi em gerações anteriores. Talvez por isso, os pais se sentem angustiados quando sentem que não são tão bons como desejariam", defende. |
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Menores: MP admite que tem falhado no acompanhamento
"Nem todos os delegados do MP estão tão presentes como deviam nas comissões de protecção", disse Maia Neto durante um debate em Santo Tirso sobre "Crianças e jovens: proteger, como?". O MP não tem assento nas comissões, mas o artigo 72/º da Lei de Protecção de Menores atribui-lhe o dever de acompanhar o seu trabalho e fiscalizar as suas decisões.
"Esse acompanhamento está a falhar. Em muitos casos tem sido feito só telefonicamente, porque no terreno há colegas com seis e sete comissões, a mais de 40 e 50 quilómetros de distância e que não conseguem sair do tribunal, onde estão das nove às cinco em diligências judiciais", disse.
"Para que os senhores procuradores possam fazer o seu trabalho relativo às comissões de protecção, é preciso que lhe retirem alguns funções na origem. Isto de o trabalho das comissões se fazer sempre fora de horas já não pode ser", sublinhou o magistrado. Especialistas em protecção de menores reunidos hoje em Santo Tirso lamentaram a "crucificação" a que dizem estar a ser sujeitos pela imprensa.
Curso avançado de curta duração de Direito das Crianças e dos Jovens
O Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados creditou este curso com 80 unidades de crédito.
Informações e Pedidos de Boletins de Candidatura
Declarações do Presidente da ASJP a propósito das declarações do deputado João Carlos Gouveia
Nacionalidade até à terceira geração
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Transporte escolar mais seguro a partir do final do Verão
As acusações de João Carlos Gouveia já estão no M.P.
Fonte: Diário de Noticias da Madeira, de 16-02-2006As acusações do deputado João Carlos Gouveia ao Ministério Público (MP) estão a ser tratadas internamente. Segundo apurou o DIÁRIO, a polémica intervenção do parlamentar socialista já foi formalmente enviada ao Conselho Superior do Ministério Público e à Procuradoria-Geral da República.
De acordo com fonte do Ministério Público, são aqueles os órgãos competentes para decidir qualquer tipo de intervenção sobre este caso. Agora, resta esperar para saber que iniciativa será tomada. A mesma fonte lamenta que «outros magistrados» manifestem posições públicas «sem saber o que se passa».
GOUVEIA ENVIA DISCURSO
Entretanto, o próprio deputado também enviou a várias entidades uma cópia da intervenção que fez na Assembleia Legislativa Regional. De acordo com informação do próprio parlamentar, o texto, que tanta polémica tem gerado, foi enviado ao Conselho Superior de Magistratura, por via do presidente do Tribunal de Justiça, ao procurador-geral da República e à Assembleia da República, através de todos os grupos parlamentares e da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
Fixação dos montantes das prestações por encargos familiares
Governo quer escutas com comissão de acompanhamento
A nova lei da nacionalidade é aprovada por lei
A proposta de lei da nacionalidade foi anunciada pelo primeiro-ministro a 7 de Julho no Parlamento, tendo no dia seguinte sido aprovada em conselho de ministros.
Venda de crianças vai ser finalmente punida por lei
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
População não entende passividade do M.P.
O juiz Paulo Pereira Gouveia assume que «as acusações feitas pelo sr. deputado regional João Carlos Gouveia contra o MP na Madeira são muito graves e incomodam-me, apesar de os juízes nada terem a ver com o MP».
Para o magistrado judicial «é o mínimo que se pode dizer quando uma pessoa eleita pelo povo acusa o órgão encarregado de promover a justiça, junto dos tribunais, de conivência com os ilícitos praticados na Região Autónoma da Madeira».
Paulo Pereira Gouveia receia que as chefias do MP, quer no Funchal quer em Lisboa, não vão agir «contra o referido cidadão eleito» e «contra tão grave acusação».
O juiz do Tribunal Administrativo afirma ser «um direito do MP e de seus agentes, ainda que me pareça que a população, preocupada com o Estado de Direito, não vá compreender tal eventual passividade do MP».
Recorde-se que João Carlos Gouveia, entre outros considerandos, denunciou que «a Madeira está transformada, por inacção do poder judicial, num verdadeiro paraíso criminal».
Adopção só para casais de sexo diferente
Comissões de protecção de menores em risco mais apoiadas
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Curso de pós-graduação em Filosofia Bioética
Cabo Verde: Estatuto do Cidadão Lusófono
(Objecto)
A presente lei define o estatuto do cidadão lusófono em Cabo Verde.
(Cidadão lusófono)
Para efeitos do presente diploma, considera-se cidadão lusófono o nacional de qualquer dos outros Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
(Capacidade eleitoral)
Ao cidadão lusófono com domicílio em cabo verde é reconhecida a capacidade eleitoral activa e passiva nas eleições autárquicas, nos termos da lei.
O cidadão lusófono com domicílio em Cabo Verde tem o direito de exercer actividade política conexa com a sua capacidade eleitoral.
(Nacionalidade)
Têm direito à nacionalidade cabo verdiana os filhos de pai ou mãe lusófono, nascidos no território da República de Cabo Verde.
(Dupla nacionalidade)
O cidadão lusófono pode adquirir a nacionalidade cabo verdiana sem exigência de perda da sua anterior nacionalidade.
(Entrada em Cabo Verde)
O cidadão lusófono, ainda que não domiciliado em Cabo Verde, portador de passaporte diplomático ou de serviço isento de visto de entrada.
O cidadão lusófono, ainda que não domiciliado em Cabo Verde, habilita-se a visto de trânsito nos portos e aeroportos do país.
Os cidadãos lusófonos que sejam homens de negócios, profissionais liberais, cientistas, investigadores e homens de cultura, ainda que não domiciliados em Cabo Verde, desde que credenciados ou recomendados por organismos públicos ou organizações não governamentais idóneas de qualquer dos Estados membros da CPLP, são isentos de vistos de entrada para uma permanência não superior a trinta dias.
Fora dos casos previstos nos números anteriores, o cidadão lusófono, ainda que não domiciliado em Cabo Verde, portador de passaporte ordinário, habilita-se a visto de múltiplas entradas e de longa duração, podendo também ser isento de visto por decisão do Governo.
(Reagrupamento familiar)
O cônjuge e os filhos menores de cidadão lusófono com domicílio em Cabo Verde, habilitam-se a entrar e residir no país, no quadro de reagrupamento familiar definido por lei.
(Direitos, liberdades, garantias e deveres)
O cidadão lusófono goza, em Cabo Verde, dos mesmos direitos, liberdades e garantias e está sujeito aos mesmos deveres que os cidadãos nacionais, salvo no que se refere a direitos e deveres constitucional ou legalmente reservados aos cidadãos nacionais.
(Exercício de funções públicas)
O cidadão lusófono com domicílio em Cabo Verde, tem acesso a funções públicas de carácter predominante técnico e a cargos públicos electivos no âmbito das autarquias locais, nos mesmos termos que o cidadão nacional.
(Direito de estabelecimento)
O cidadão lusófono com domicílio em Cabo Verde tem o direito de estabelecimento e acesso a qualquer actividade económica ou profissional privada, nos mesmos termos que o cidadão nacional, nomeadamente:
Instalar e exercer qualquer actividade de carácter industrial, comercial, agrícola ou artesanal;
Constituir e gerir empresa, nomeadamente sociedade;
Exercer qualquer profissão liberal;
Obter e gerir concessões administrativas.
(Investidor lusófono)
Sem prejuízo dos que decorram da sua condição de investidor externo, o investidor lusófono goza em Cabo Verde dos mesmos direitos, garantias, vantagens e facilidades concedidos ao investigador nacional, estando também sujeito às mesmas obrigações que o investidor nacional.
(Isenção de taxas e impostos)
O cidadão lusófono é isento de taxas e impostos nos mesmos termos e condições em que o cidadão nacional também o seja.
O cidadão lusófono é isento do pagamento de quaisquer quantias, à excepção das correspondentes ao custo dos impressos, para efeitos de legalização ou regularização da sua situação junto dos serviços de emigração de Cabo Verde.
Fica o Governo autorizado a inserir nos locais próprios das leis tributárias a isenção de impostos estabelecida no nº1.
(Acesso e serviços públicos)
O cidadão lusófono com domicílio em Cabo Verde e os familiares dependentes que com ele coabitem, têm acesso aos serviços públicos designadamente de saúde, de formação e de educação a todos os níveis e à justiça, nos mesmos termos que os cidadãos nacionais.
O cidadão lusófono com domicílio em Cabo Verde, tem acesso ao crédito e à habitação económica e social, nos mesmos termos que o cidadão nacional.
(Transferência de rendimentos)
O cidadão lusófono tem, nos termos da legislação cambial, o direito de receber em Cabo Verde pensão, subvenção ou rendimento constituídos em qualquer país, desde que lhe sejam transferidos.
O cidadão lusófono tem, nos termos da legislação cambial, o direito de transferir, para qualquer Estado membro da CPLP em que passe a residir habitualmente, qualquer pensão, subvenção ou rendimento constituídos em Cabo Verde.
(Cartão especial de Identificação)
O cidadão lusófono com domicílio legalmente reconhecido tem direito, mediante o pagamento da mesma quantia exigida para o bilhete de identidade de cidadão nacional, a cartão especial de identificação, de modelo a definir pelo Governo, que o identificará para todos os efeitos legais em Cabo Verde.
(Não limitação)
Os dispostos na presente lei não prejudica, nem limita ou restringe outros direitos e isenções conferidos ao cidadão lusófono pelas leis aplicáveis aos cidadãos estrangeiros.
(Desenvolvimento e regulamentação)
O Governo desenvolverá e regulamentará a presente lei.
(Entrada em vigor)
A presente lei entra em vigor a 1 de Novembro de 1997.
O Presidente da Assembleia Nacional, António do Espírito do Santo Fonseca.
Promulgada em 8 de Agosto de 1997.
O Presidente da Assembleia Nacional, António do Espírito do Santo Fonseca.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Agostinho da Silva: centenário do seu nascimento

São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem”. Agostinho da Silva |
Seminário de Direito da Nacionalidade e da Cidadania
15h30m – A nova lei da nacionalidade-Mestre Vitalino Canas
15h30m – A cidadania europeia-Prof. Doutor Fausto de Quadros
Funcionamento: Dias 16 e 17 de Fevereiro de 2006.Local: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Propina: 100 Euros (desconto de 20% para estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa, inscritos, no presente ano lectivo)Inscrições: Desde já até dia 14 de Fevereiro de 2006Informações: Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito de Lisboa. A Ordem dos Advogados atribui, pela frequência deste seminário, 60 U.C.Contactos: Dra. Telma Oliveira, 2.ª a 6.ª feira das 11h30 às 13h30 e das 14h30 às 19h30. Telefone: 217 820 265 – Tml.: 933 469 330 – Fax.: 217 950 303 - E-mail: http://www.fd.ul.pt/noticias/icjp@mail.fd.ul.pt
PR promulgou o novo Regime do Arrendamento Urbano
A decisão de Jorge Sampaio, além de inesperada (tudo parecia indicar que o Presidente da República iria deixar a aprovação ou chumbo do diploma para o seu sucessor), é contra aquilo que vinha a ser defendido por todos os intervenientes no sector, que, sem excepção, apelavam à sua não-promulgação.
A decisão de Jorge Sampaio surge no último dia do prazo para a tomada de uma decisão.
Partidos discutem «os pontos críticos» da Justiça
Alberto Costa, que falava no final da tomada de posse da nova direcção da Inspecção-Geral dos Serviços da Justiça, adiantou que "dirigiu uma carta a todos os partidos políticos" para o efeito, havendo já um calendário para os encontros.
Depois da aprovação na generalidade na Assembleia da República (AR) da lei-quadro da política criminal (que irá definir as prioridades na investigação criminal), o ministro admite que em Março possa dar entrada no Parlamento a reforma do Código Penal (CP), seguindo-se a do Código de Processo Penal (CPP).
Até lá, Alberto Costa salientou que, em matérias vitais do CPP ou de direitos fundamentais aí consagrados, o Governo privilegiará o diálogo e estará aberto a sugestões e alterações, de modo a encontrar "um apoio mais vasto do que o de uma simples maioria" parlamentar.
Alberto Costa elogiou o trabalho de António Nadais, inspector- geral que cessou hoje funções após vários anos no cargo
Juizes descansam fora do periodo das férias judiciais
A previsão é de um Verão quente na justiça. Para poderem gozar 22 dias seguidos de férias, os magistrados vão ter que tirar alguns dias fora do prazo definido pelo Governo - o mês de Agosto. Dado que a grande maioria dos juízes e magistrados do Ministério Público (MP) terá que cumprir turnos em Agosto, o seu descanso vai acabar por entrar, necessariamente, pelos meses de Julho ou Setembro, quando já decorrem os prazos processuais. Realidade que contraria aquela que foi a directiva governamental e que deixará os advogados à beira de um ataque de nervos.

